15 de dez de 2008

Solidão velada

Solidão velada

 Descobrir-se sozinha quando se pensava amada.
Sentir o frio arrepiar o corpo, gelar a alma.
Lágrimas que rolam desejos que não tens.
Uma tristeza pura e funda
Capaz de ofuscar-lhe os olhos.
A dor de saber-se triste.
A expressão do olhar de quem um dia sonhou amar.
Ninguém por perto para oferecer-lhe o ombro.
Palavras nada expressam...
Há somente o sentimento,
A busca do aconchego, a paz.
Sonhar com um amor nos cega.
Mais vale amar sem sonhos.
Cada instante...
Seja pouco ou eterno...
Momentos de alegria, são só momentos...
Passam...
Deles...
Fica a saudade.
 Incomoda, faz sofrer...
Impulsionando, redirecionando o desejo.
Quando menos se espera,
Abre-se o coração a vida.
 Ficam as lembranças,
Partes solidificadas...
Uma necessidade intrínseca de amar!

 Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T1336164

11 de dez de 2008

Confissão

Ando conversando comigo como quem quer descobrir-se, ou ao menos entender um turbilhão de sentimentos que residem em mim. Como são muitos e alguns até mesmo incoerentes e absolutamente impraticáveis, procuro seleciona-los... Arquivando alguns, eliminando outros. É um processo moroso que requer solidão, paciência e compaixão. Solidão, para perceber-se, ouvindo até mesmo os compassos do coração que, às vezes, parece saltar do peito, outras quase não se percebem o fluxo. Paciência, para discernir o que é possível, o que é desejável e o que, para ser possível, é preciso romper paradigmas e padrões, abalar estruturas e recomeçar. Compaixão, para perdoar-me os erros e perceber-me como ser humano. Ando descobrindo que levei a sério demais o meu compromisso e responsabilidade com outro, esquecendo-me de mim. Não que doar-se seja ruim, é realmente a minha essência, mas, como é possível amar sem amar-se, traduzir felicidade a alguém, se a mesma não residir em meu coração? Busco caminhos, sem pressa de encontrá-los. Sem as ilusões de ontem, mais viva, mais mulher! Meus olhos já não enxergam só o que querem, a realidade tornou-se forte e me parece que existem algumas partes sólidas nos sentimentos frágeis que antes libertavam meus impulsos. Ao mesmo tempo, há um vazio inexplicável onde antes só existia paixão. Ando só... como jamais estive, embora rodeada de pessoas. Há um silêncio em mim, que não me culpa por assim estar e, nele me entrego, na certeza que quando passar, estarei íntegra, inteira e feliz!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Publicado no Recanto das Letras

5 de nov de 2008

Saudades

Como a chuva que lava as impurezas das ruas
Preciso de algo que alivie lembranças
Amenizando a ansiedade que sinto
Revigorando esse ser infinito
Renovando os alicerces ruídos
Restaurando o que fora destruído.
Preciso de água para limpar meus poros
Reintegrando o que em mim foi diluído.
O cheiro que ainda sinto... A saudade...
A luta interna pela liberdade.
Prisão sem paredes...
Mares e redes...
Desejo... anseio...
Domínio de sentimentos
Intrépidos e perdidos
Longe de serem resolvidos
Falta que sinto de você.

Desabafo de um coração liberto.

Faz o seguinte...
Lembra daquelas frases que nos falamos como se fôssemos apenas um?E das declarações de amor que escrevestes pra mim, que soavam como bálsamo em meus ouvidos? Daqueles momentos que dizíamos ficarem eternizados em nossas memórias?
E das vontades que te fiz enquanto suprimia o que era meu?
Pois é...
Pegue tudo isso e transforme em vida já que me fizeste descer à realidade sem nenhuma compaixão.
Entregue ao silêncio as palavras que dizias ou mesmo a outro alguém que ainda acredite em amor eterno. Sem mágoa, ressentimento ou amargura, ensinaste-me a lhe ver como exatamente és e, isso já não me dói tanto porque, modestamente, sinto-me mais humana que você.
A lembrança dos momentos felizes transforme em fantasia, ou pelo menos pense que não existiu, afinal, o que são momentos pra quem sonhava te oferecer a vida. Sonhava... por que já não há em mim nenhum traço de ilusão em relação a nós.
Na verdade nunca houve “nós”, fui eu quem me fiz uma aos seus desejos e sonhos, esquecendo-me que o amor só é possível quando somos um, sem sentir a identidade perdida.
Pegue o que restou e enterre junto com as esperanças que tive ao conhecê-lo.
Não me importa mais a sua presença a não ser pra lhe dizer o quanto mal você me fez...
Mal? Não. Fizeste-me bem... Consigo sobreviver e submergir das cinzas!
E se lhe interessa... Saiba que amarei de novo e que quando amar, já não haverá as ilusões de outrora, mas meus sentimentos estarão mais fortes, densos e propensos a entrega absoluta.
E se me vires sorrindo... não lamente... Oportunidades são únicas e se não sabemos aproveitá-las, corremos o risco de perdê-las. É bem possível que ninguém tenha perdido... Você aprenderá que o sentimento é a expressão da alma e que quando machucamos alguém por pura vaidade e egoísmo, estamos nos comprometendo a deixar ir o que poderia ser o nosso bem mais valioso; e eu, aprenderei que no amor a entrega só deve existir se houver reciprocidade, troca.
Amar sozinho adoece e acreditar em palavras que não condizem com atitudes é não querer enxergar o óbvio.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

29 de out de 2008

Descrevendo-me


Posso ser bela aos olhos de quem me vê,
Mas, não adormecida.
Vivo como mulher que pensa, sente e atua.
Sou o resultado de tudo que vivi.
Passado que não abro mão
Nem dos momentos de tristeza...
Foi vivenciando, chorando,
Sorrindo, sofrendo, vibrando...
Que aprendi a ser quem sou.
Não espero que me dêem, busco.
Não espero que gostem de mim, amo.
Não fico aguardando que me aceitem
Conquistei meu lugar no mundo.
Sou um misto de sensações e sentimentos
Que não se importa em mudar quando preciso.
Não tenho respostas...
Cometo enganos...
Mas, aprendi a me perdoar.
Percebendo-me como aprendiz da vida,
Vou dizendo ao mundo que caminho...
Traduzindo no rosto uma alegria
Que encanta e incomoda.
Entre ser princesa e me colocar a frente de batalhas
Como guerreira audaz, que enfrenta às adversidades,
Trago dentro do peito raízes de quem foi capaz
De construir castelos,
Colecionando as pedras
Que encontrava pelo caminho.


Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Publicado no Recanto das Letras

20 de out de 2008

EXPRESSÃO DE SENTIMENTOS

Há um desperdício em não dizer,
Não falar o que se pensa.
Em deixar que o outro sofra,
Porque resolvemos nos fechar.
Há um desperdício em não amar,
Não expressar sentimentos,
Não oferecer alento a um coração que sofre.
Há um desperdício em não sentir,
Em negar o óbvio,
Buscar esquecer o amor que nasce
Fechando os olhos para a vida.
Há um desperdício em caminhar às cegas,
Sabendo-se capaz de ser iluminado.
Olhos vendados para a luz
Caminhando inseguro,
Sem perceber a mão estendida.
Há um desperdício em querer esquecer,
Quando o que se quer é viver intensamente.
Perde-se muito tempo negando o óbvio.
A vida passa rápido...
O tempo que perdermos,Fará parte do passado.
A lembrança do que poderia ter sido,
É chaga que mesmo que cicatrize.
Deixa marcas e dores profundas.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Publicado no Recanto das Letras em 20/10/2008
Código do texto: T1237874

18 de out de 2008

Crimes em nome do amor?

Mais um crime bárbaro em nome do amor... Já não se consegue definir mais o que se chama de amor. Posso estar vivendo em um mundo poético e fantástico, distante do que percebemos nas relações que falam em nome do amor, mas, que mal conseguem se estabelecer como afetividade. Posso até estar fora de moda, ser considerada uma saudosista utópica e me perceberem como sonhadora, mas o que sinto em relação ao amor é diferente do que vejo. Ficar procurando culpados para a distorção de um sentimento tão nobre, não ajuda a transformá-lo. O fato é que apesar de rogarem por amor, o ser humano, sem querer generalizar, afasta-se todos os dias da essência do amor. Meios de comunicação estimulam a liberação da sexualidade. Crescem as distorções dos relacionamentos. As famílias, em novas proporções, diretrizes e estruturas, já não conseguem lidar com as demandas das crianças, dos adolescentes, porque já não lidam nem ao menos com as próprias questões. Pais que não cresceram que não aprenderam a amar. Falta de tempo, ou melhor, de organização do mesmo, excesso de materialismo, ganância, poder, desejo de ter. Um leque de deficiências afetivas, que passaram a fazer parte dos nossos dias e que apesar de desumanas, absurdas e inconseqüentes, estão tornando-se normais. Sentimos, mas depois passa. É mais um fato em um emaranhado de equívocos que nos afasta cada vez mais da essência de tudo que deveríamos ter aprendido sobre amar. Crimes em nome do amor... Que já aconteciam desde o início do mundo, mas que hoje, a meu ver, deveriam ser menos hediondos, porque informação não nos falta. Especialistas que tratam do assunto muito menos; divulgação da necessidade de afeto é o que pregam todas as religiões, crenças, sociedades. Há na fala, no pensamento e no comportamento humano um desejo grande de Amor, mas a solidão tem tomado conta de todos os lares (quando existem), de todas as pessoas. Não importa idade, sexo, crença, todos se queixam da falta de amor. Custa-me crer que estejamos caminhando pra uma era onde a violência será vista como normal, que sentimentos serão traduzidos em fantasias, que o amor seja apenas um ato momentâneo, onde se importa pouco com o que se deixa no coração das pessoas. A conquista é uma arte... o esquecimento um exercício doloroso. Às vezes, não nos damos conta dos estragos que causamos no coração das pessoas e saímos, distribuindo ilusões, sem nenhum compromisso e respeito pelo outro. Essa ausência pode causar danos irreversíveis. A carência é o que há de mais real nos dias de hoje e apegar-se se tornou perigoso, porque nos esquecemos do sentido do amor. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras

10 de out de 2008

Não são os homens ou as mulheres que se tornaram insensíveis na modernidade. Na verdade o que se vê são equívocos, palavras que não foram ditas gerando controvérsias, distorcendo o que realmente se deseja, ofuscando o brilho que se tem nos olhos de quem ama. Ambos perderam-se em discussões inúteis de papéis e lugares, uma disputa que acarretou distorções e que transformou o ato sexual mais importante que o respeito mútuo. Percebo que, homens e mulheres buscam afeto, companheirismo, carinho, amizade, mas, colocam o desejo sexual acima do conhecimento de si mesmo e do outro. Buscam, mas temem o amor, porque se criou uma idéia de que quando se ama, perde-se a liberdade. Muitos se valem do acúmulo de relações que têm para afugentar a solidão que sofrem. Relações essas, tão superficiais quanto ao amor que dizem sentir. Desgastam-se em palavras e atitudes que não preenchem. Usam-se e são usados. Não percebem o quanto se ganha quando há em uma relação uma troca maior do que simplesmente o encontro de corpos. Não que relações e desejos sexuais não sejam importantes, mas sozinhos, não preenchem o vazio que a grande maioria demonstra sentir. Como droga que sacia momentaneamente e que depois, aumenta a dor de se conviver com a realidade. Há prazeres tão efêmeros e embriagantes que quando terminam, deixam a sensação de incompletude, que por sua vez, nos leva a novas buscas. Insaciáveis e insatisfeitos trocam de parceiros como se substitui um objeto que já não nos vale. Consultórios repletos de pessoas queixando-se de solidão, atordoando-se com a depressão e tão fechados quanto casulos que guardam o que há de melhor dentro de si. Falam de amor, querem amar e nem percebem o quanto fogem do que desejam. Banalizam o que precisam e sofrem por não perceberem o que, de tão simples, se tornou escasso. Homens não são insensíveis, são humanos. Demonstram menos, mas nem por isso deixam de sentir. Mulheres precisam sim ser independentes, mas nem por isso, precisam perder a sensibilidade, o feminino. Ambos, apesar de negarem, amam o romantismo dos enamorados, o pieguismo existente nas manifestações de afeto, nas palavras que encantam e que, aí sim seriam preenchidas pela união de corpos, a troca absoluta de carinhos, a energia que emana de pessoas que se encontram além do momento. Não importa o quanto dure, se para sempre ou o tempo necessário para ser eterno, há algo de mágico no Amor que dignifica, enobrece e sustenta todo o alicerce desse ser tão complexo e indefinido, chamado SER HUMANO.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 10/10/2008Código do texto: T1221391

Sentimentos

Sentimentos são indescritíveis. Não nos damos conta da extensão e influência dos mesmos em nossas vidas. Dominam nossas ações e pensamentos mais do que imaginamos. Influenciam o funcionamento orgânico, as emoções, reações, tudo... Negá-los, não os extingue. Ocultá-los, mesmo que por um tempo, não determina seu desaparecimento. Pelo contrário, se guardados, sufocam. O ar se torna insuportável. Ocasionam dores inexplicáveis e odores que provocam grande mal-estar. Sem a pretensão de minimizar algo tão complexo, acredito que se levássemos mais a sério o que sentimos, passaríamos também a nos conhecer melhor. Há pessoas que se dizem racionais e com o tempo se descobrem doentes física e mentalmente. Não se dão conta de que, mesmo atitudes mais racionalizadas, sempre estarão repletas de emoções e sentimentos. Outras se deixam levar pelo descontrole emocional e, expõem excessivamente seus sentimentos. Quando nos damos conta do que realmente sentimos, nesse universo de pensamentos, situações, observações, atitudes e relações que estabelecemos com o mundo e com as pessoas, conseguimos manter uma relação mais efetiva, verdadeira e tranqüila com o nosso eu interior. Aceitamos melhor as limitações que temos, os defeitos que ainda não vencemos, passamos a nos perdoar mais e entender melhor o que nos chega. A idéia de continuidade e evolução favorece, a generosidade que deveríamos ter com tudo que pensamos, dizemos e fazemos. Certamente, aprenderíamos também a perdoar e aceitar mais aquilo que o outro nos oferece. Esperando menos, expressando o que sentimos, sem, contudo, usar de palavras agressivas e pejorativas, para dizer o que nos incomoda. Nem sempre ou quase nunca o que nos perturba está no outro. Perceber a parte que nos cabe, eis o grande desafio! O entendimento dos sentimentos que emanam das relações que estabelecemos diariamente, a aceitação e reconhecimento das sensações adormecidas de fatos que nos marcaram e a redução de expectativas de mudanças externas. A verdadeira mudança se encontra dentro de nós. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 09/10/2008Código do texto: T1219884

Saudades

Saudades do porto seguro que encontro quando estás por perto. Das palavras que confortam, Do carinho que sustenta. Saudade de quem acaricia alma. Renova sonhos, Enriquece os dias. Saudades do amor que quero. Do desejo que alimenta. Transformando minha história lentamente. Saudades do momento que chegas. Descobrindo tesouros escondidos. Desvendando mistérios que ninguém vê. Saudades do tempo que me dispensas Aliviando as dores que sinto quando estás ausente. Saudades de sua presença querida, Que se tornou essencial em minha vida. Que me faz sonhar acordada. Voar sem asas. Desprendendo-me da realidade Levando-me até você. Saudades do amor... Saudades de amar... Saudades...

2 de out de 2008

Silêncio

Silêncio... Permita-se escutar seu coração. Bate no compasso desordenado da vida. Ansioso e sem respostas. Silêncio... Precisa descobrir seus segredos. Incógnitas que a pressa não lhe permite observar. Impedem-lhe o raciocínio. Silêncio... É manhã e nada o perturba. Parece calmo sereno. Lago límpido, onde só se sente o vento. Silencia... Escuta, Sinta-o pulsando harmoniosamente. Traduzindo quem és. O que há de verdadeiro em ti. Ouça-o... Apenas escute. Renova-te e lembre-se... No descompasso que te impõe à vida. É ele quem sofre. Lembre-se... Os caminhos se apresentam. A escolha é sua. Nada é imutável. Escute-o... A direção existe. Cabe a você encontrá-la Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 02/10/2008 Código do texto: T1207227

27 de set de 2008

Pensei ter vivido...

PENSEI TER VIVIDO... Não era o que desejava, Nem tão pouco sabia o que esperar. Aconteceu... Agarrou-se como âncora, A um sentimento indefinido que lhe trazia amparo. Deixou-se envolver como criança, Levada por uma carência que lhe tornara vulnerável. Era pouco o que lhe oferecia, E era tudo o que precisava. Sonhos, ilusões, paixão. Todos esses sentimentos que sobrepõem à razão. Que deslocam os pés do chão. Possibilitam a entrega. Era pouco... Mas, pra quem pensava não ter nada Servia como antídoto para as dores Companhia para a solidão Afago para a ausência de carinho Era pouco... Quase nada... Sem exigências, Sem vida... Ora presente, Outra ausência absoluta. Cegava a realidade Contrariando o que é sensato e lógico Reportando a um conto de fadas. Inexistente... Fantástico demais para ser verdade! Vem a realidade... Tão dura quanto antes, Traduzindo-se em intensas perdas Tão absolutas quanto aos sonhos. Esvazia-se... Seus olhos perdem o viço, O peito enrijece... Sobra-lhe a solidão... A dor da ausência... A descrença e o medo. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 27/09/2008 Código do texto: T1199195

12 de set de 2008

Face refletida,,,


A face refletida no espelho parece não ser dela. Estranha sensação de distanciamento do desejava, e o que lhe fora oferecido pela vida. Olhos intensos, profundos, recobertos pela maquiagem que se desfaz quando incontidas lágrimas caem. Necessidade de afeto, carinho... Nada que seja infundado ou que não traduza sinceridade. Vazios que jamais serão preenchidos, sonhos que se foram e uma pressão intensa no peito que lamenta a ausência do pouco que almejou. Sorri... E no sorriso sustenta sua força! Sorri como quem luta sem buscar recompensas. Querendo acreditar que as verdades não existentes. Sorri de si, das lembranças ingênuas que não lhe traduziram nada. Das palavras que ouvira sem nunca terem sido sentidas. Do engodo, do engano, das ilusões. Da entrega absoluta dos sentimentos mais puros, todos em vão... Como em um filme, relembra... A crença, os corpos, sussurros, promessas que jamais seriam cumpridas... Esquecidas, perdidas na poeira da estrada. Medo... A certeza de não mais se apaixonar. Quando criança ouvira dizer “que o corpo que não pensa faz o coração padecer”. Não é o corpo que padece, a alma enrijece, petrifica. Couraça que aparece para defender-se. Há o sorriso, a dor... Lembranças, dores ainda maiores. Saudades intensas indiscutíveis.Dúvidas que não mais serão esclarecidas e ela sorri... Sorri do que vive, da ingenuidade perdida, da confusão de juras que se misturam em sua cabeça. O que fora verdade? Em que momento da entrega houve sinceridade? Era amor ou grande engano? Sedução ou entrega? Sorri... Confusa, e incapaz de encontrar respostas, enxuga delicadamente cada lágrima, retocando os traços e contornos. Olha-se novamente... Ergue o rosto, suspira, enche-se de sonhos novos e, nem por isso, mais reais e sai como o vento, deixando no espelho desilusões, esquecimentos. Talvez ainda encontre... O simples, essencial, verdadeiro e magnífico sentido de Amar! Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 12/09/2008Código do texto: T1174650

6 de set de 2008

Do amor?


Qual foi mesmo o sentimento que você despertou quando me conheceu?
Paixão, desejo.
Presença, carinho...
Todos refletindo pra um caminho... Era amor!
Vendamos os olhos quando amamos,
Acreditamos ser aquela pessoa à única responsável por nossa alegria.
E, se estivermos carentes então...
Depositamos sonhos, transferimos caminhos.
Enfrentamos exércitos.
Nós entregamos íntegra e absurdamente.
Amor próprio?
Como valorizá-lo se é no outro que você se encontra?
Transpomos qualquer barreira,
Doamo-nos integralmente.
Paixão avassaladora,
Onde o outro é maior do que nós.

Qual foi mesmo o sentimento que você deixou quando partiu?
Copiosas lágrimas... Pranto...
Sensação de perda, desencanto.
Indiferença, quase raiva.
Sentimento estranho... Desamor, enfado.
Ausência de mim mesmo... Me perdi em você.
O dito, pelo não dito.
“Não, não era isso que eu quis dizer...”
“Nunca lhe prometi nada...”
“Você entendeu errado...”
Mas, na memória ainda vivem os momentos,
As palavras... O toque... O olhar...
Fica oco, frio e sem vida
O que antes era uma invasão de Amor.
Ledo engano de quem ama
E na entrega se esquece
Que amor só é amor,
Quando da paixão... ao desejo
A pessoa mais importante precisa ser você!


Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Publicado no Recanto das Letras

4 de set de 2008

Celebrando a vida


Sempre que passo por um caminho de pedras, recolho cada uma delas para construir meu castelo. Nada do que vivi, tem sido em vão, sem um propósito definido pelo Senhor da Vida. Mesmo que na hora não consiga entender, aos poucos os fatos vão se encaixando como um grande quebra-cabeças interminável.
A sensação é a de uma nova etapa vencida e, a alegria de uma nova oportunidade, revigora e aumenta minha fé. Não sei o que me reserva o futuro, mas, seja lá o que for, coloco-me nas mãos do Criador. Assim o fiz até hoje, empreendi minha jornada e confiei.Sinto-me amada e respeitada por todos que me conhecem e recebo muito da vida, portanto, sei o quanto preciso doar.Hoje, venho agradecer também a você, por fazer parte de minha jornada evolutiva e por me proporcionar à oportunidade de contar com a sua amizade!
Obrigada!

29 de ago de 2008

Vivendo...

Quando me encontro no fundo do poço, procuro sorrir. E que ninguém desenvolva por mim o sentimento de piedade. Não há nenhuma circunstância que não tenha conseguido enfrentar. Tenho fé, sei que tudo passa. Vivemos de momentos e nem sempre serão de felicidade. Permito-me chorar, gritar o que sinto. Desenvolvi a consciência de que meus problemas não são maiores, Mas são meus... Tenho direito de senti-los, não lamentá-los. Há algo de passageiro, de transitório... Que me fornece a certeza de que a vida vale à pena ser vivida! 

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer 
Publicado no Recanto das Letras em 29/08/2008
Código do texto: T1151984

21 de ago de 2008

Encontro

Encontro Gosto do vazio que a solidão me oferece. Ouço minha voz interna. Encontro meus fantasmas. Converso abertamente comigo mesma. Discuto contradições... Medos... Confesso o inconfessável. Busco entender o que não tem explicação. Sorrio de minhas lembranças.De como compliquei o simples. Da ingenuidade dos meus sonhos. Da felicidade de realizá-los. Choro copiosamente às perdas... Todas necessárias. Um encontro magnífico! Sereno... Transparente... Que traduz a essência. Verdade que existe em mim! 

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer 
Publicado no Recanto das Letras em 21/08/2008Código do texto: T1139160

19 de ago de 2008

Conversando com Deus...

Conversando com Deus... 

Senhor, Nunca lhe pedi que removesse as pedras do caminho. Ao contrário, as aceitei como aprendizado seguro. Já vivenciei dores que pareciam insuportáveis, Na oração adquiria o bálsamo e o alivio. A certeza de sua presença, esclarecia-me. O seu amor, acariciava meu coração cansado. Aprendi a amá-lo incondicionalmente. A agradecer infinitamente. A esperar resignadamente. Mas, entendi, que apesar do amparo, Era comigo que Você contava. Aprendi que se há pedras, Devo removê-las! Se há tristezas, Tenho que transformá-las na alegria de partilhar a vida. Se há problemas, Tenho que procurar solucionar o possível. Se for preciso tempo, Devo saber esperar, servindo. De certezas, entre tantas incertezas, A maior delas é o Seu Amor por nós. Obrigada Pai! 


Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 19/08/2008
Código do texto: T1135996

17 de ago de 2008

Recordações

Em prece me disponho é enumerar as bênçãos que tenho recebido nesta existência. Me recordo da infância, do carinho...amor incondicional que recebia, todas às vezes que chorando, corria para o colo seguro das pessoas que me amavam... São lembranças felizes de puro aprendizado. Recordo-me das vezes em que me ajoelhei para rezar o terço com minha avó. Das lágrimas que ficaram presas em seus olhos, enquanto aceitava corajosamente a vontade de Deus. Lembro-me das gargalhadas do meu avó que nasciam de dentro. Seu jeito culto e inteligente de vislumbrar a vida. Quando algo acontecia, ele dizia : “podia ser pior”. Na época eram só palavras...hoje, sei que tudo realmente pode ser pior. Cada um, na sua forma de amar, transmitindo o que seria necessário. Aprendi a ver a vida com os olhos do amor! A amar verdadeiramente meu semelhante, a me importar com as pessoas, a sofrer junto e enxugar lágrimas, a ouvir, analisar, ponderar o que for preciso e a ter fé. Essa última, me serve de sustentação e alicerce. Sempre que algo me acontece, seja na alegria ou na dor, encontro na fé a paciência que necessito para enfrentar as adversidades e, no coração, o sentimento de gratidão e reconhecimento por tudo que recebo. Há quem me veja como sonhadora...utópica...ingênua...mas, o que realmente importa pra mim é o que sinto. Como se não bastasse os familiares de sangue, a vida vem me presenteando com amizades sinceras, reconhecimentos de afeto que somam e se transformam diariamente. Recebo cada um que chega, com a mesma alegria e amor que me receberam. Curiosamente, sinto que a cada pessoa que conheço, me renovo... daí me sentir em constante mudança. Parece-me que estamos mesmo neste mundo para repartir. Deixando partes de nós no coração das pessoas e acumulando sentimentos de amor, respeito e admiração de uma forma infinita e maravilhosa. Agora, enquanto escrevo, sinto-me preenchida pelo amor de todos que me vêm à memória. Os que passaram e deixaram marcas profundas e inesquecíveis; que mesmo que distantes, estão presentes; preenchendo minha vida com suas lembranças. Eu não saberia dizer quantos...mas me recordo de todos... Sei que muitos ainda virão...que com cada um deles estarei aprendendo. E, assim vivendo, que consigo transformar meu caminho em um jornada de amor...interminável e valiosa. Em prece...ainda não encontro palavras pra agradecer. Mas, lágrimas de pura reconhecimento e alegria invadem minha face. Fecho os olhos... e a única palavra que me vem a mente é : OBRIGADA!


Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 17/08/2008
Código do texto: T1132162

10 de ago de 2008

Pensando bem...

 Temos poucos motivos para lamentar. O que nos alimenta é o desejo. Se desejarmos o melhor, Nossas energias conspirarão, no sentido de realizá-los. Permita-se chorar... Sentir-se fraco... Mas, não lamente! Temos caminhos que desconhecemos. Outros, que não almejamos, que se tornam necessários. Tudo é regido harmonicamente pelo Senhor da Vida. Acredite, Trabalhe, Confie. A paciência é virtude de poucos. Exercitá-la, talvez seja nosso maior desafio. 

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 10/08/2008
Código do texto: T1122081

11 de jul de 2008

Silêncio

Há um silêncio...
Não porque não tenha nada a dizer.
Há algo que cala fundo.
Onde proferir palavras
Já não basta.

Há um silêncio...
Que atordoa, empedra.
Não condiz com os sonhos de outrora.
E caminho, lentamente
Ouvindo ao longe o ardor
De sentimentos que perturbam.

Há um silêncio...
E já não há quem possa rompê-lo.
Segredos ficaram guardados para sempre.
Desejos reprimidos...
E ao longe ouço sua voz a me chamar.

Há um silêncio...
E nesse silêncio sinto minhas lágrimas.
Caem copiosamente...
Há o desejo...
Há o anseio...
Falta-me coragem!

6 de jul de 2008

Confissões




Gosto de ser mulher,
Menina, mimada
Às vezes, deixando-me ser domada
Mas, senhora absoluta de minhas vontades
Gosto de ser amada, querida
E até me sentir perdida
Chorar por nada
Sensibilizar-me,
Deixando que as lágrimas
Encharquem meu rosto.
Gosto de ter dúvidas
E me mostrar incerta, indecisa
Espontaneamente bela
Mesmo que seja só pra mim.
Gosto de sorrir ingenuamente
De mostrar-me frágil
Quando na verdade sei que tenho
Todas as respostas que preciso
Gosto de ser feminina felina
Um misto de desejos
Que apenas eu conheço.

3 de jul de 2008

Filhos


“Na alegria e na tristeza você sempre nos amou. Sempre nos respeitou.Tudo que está em seu coração foi passado para o nosso.Você é a luz do luar, Uma estrela a brilhar! Sempre vai ser uma super heroína pra nós...Sempre resolvendo tudo.


Mãe, nós te amamos!Sempre iremos te amar!”


Letícia, Artur e Rafael(Meus filhos)


Viajei por apenas dois dias... Quando voltei minha geladeira estava repleta de fotos e minha filha leu pra mim a poesia que haviam feito quando estive ausente, com direito a fundo musical, muitos beijos e abraços! rsA imagem que têm aumenta nosso compromisso e responsabilidade!Tenho consciência que não sou tudo isso... Mas, no que diz respeito ao amor que sinto, é imensamente maior do que imaginam...

2 de jul de 2008

E por falar de amor.

A quem possa interessar...
Preciso de alguém que se habilite a desvendar
Os mistérios de um coração
Que insista que vale à pena crer nas palavras.
Que o sentimento é o que move os instintos.
Que possibilite a compreensão e aceitação
Incondicional daquilo que se é.
Sem exigir posturas,
Impor limites,
Determinar comportamentos,
Estabelecer caminhos.
A quem possa interessar...
Esse coração ainda sonha.
O tempo, não causou tantos estragos.
As dores foram suportáveis.
As marcas, muitas.
Há o desejo insano de amor.
A vontade latente de que não adormeça.
Impedindo que pedras
Solidifiquem seu interior.
A quem possa interessar...
É preciso desvendá-lo.
Lapidando carinhosamente
As partes que sólidas
Pesam dentro do peito.
Que ainda quer amar.

14 de jun de 2008

Responsabilidade de amar


Responsabilidade de Amar



Nossos sentimentos não estão no coração. Essa é uma forma que encontramos pra expressar o amor que sentimos. O coração é a expressão da vida, o sangue que bombeia, garante-nos a certeza de estarmos vivos. O vermelho, a pulsação contínua, tudo como sinônimo de sentimentos fortes.
Esses, podem até estar contidos no cérebro, mas, não encontraria nenhum símbolo mais significativo do que esse órgão fantástico, que representa a vida, para expressar o amor.
É o coração um terreno fértil. Nele semeamos aquilo que quisermos. Produzimos e transmitimos o que somos. E despertamos também sentimentos nas pessoas com as quais convivemos ou, simplesmente conhecemos.
Não, não simplesmente conhecemos...
Quando conhecemos alguém, misturamos mundos, semeamos. Nessa semeadura, muitas vezes nos esquecemos da responsabilidade que temos com outro. Com os sentimentos que despertamos, com as imagens que são criadas e aquelas que, com nossas atitudes e palavras, cultivamos.
A fragilidade dos momentos que vivemos, a ingenuidade que temos quando amamos, seja em que idade for, nos transforma em presas fáceis de grandes equívocos que, com o tempo se transformam em ervas daninhas, dilaceram ilusões, provocando lágrimas, cicatrizes eternas.
A responsabilidade com outro, não é algo imaginário. Não adianta dizer que a pessoa é a única responsável pelo que sente, não é assim que funciona. Podemos edificar ou destruir relações e pessoas e, mais cedo ou mais tarde, percebemos os danos que causamos ou as flores que plantamos.
Quando deixamos flores, os sentimentos que ficam traduzem alegria, saudade, esperança, uma indescritível, certeza da importância de nosso papel no crescimento e amadurecimento de alguém
Ao contrário, quando o que deixamos foi uma semeadura de dores e mentiras, os danos são irreversíveis. Depositamos angústias, destituímos sonhos e transformamos sentimentos dignos em rancores, desilusões e medos.
Sabemos o quanto é difícil... tudo o que envolve relacionamento humano é complexo, porque somos falíveis, instáveis e mutantes. Nem é minha pretensão, direcionar respostas, não as tenho, estou em condição de aprendiz. Mas, uma coisa é certa, não há nada mais importante do que o diálogo, a conversa franca e esclarecedora. Daquelas que minimizam dúvidas e proporcionam entendimento,
Conclusões só podem surgir do amadurecimento e a sinceridade é a forma mais segura e justa que um ser humano encontra de provocar menos danos ao outro e semear flores.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Publicado no Recanto das Letras em 14/06/2008

Código do texto: T1033928

13 de jun de 2008

Amor




Deveríamos namorar eternamente, sem o compromisso estreito do cotidiano. Traduzir nos olhos o amor que sentimos; nos gestos, a alegria de estar ao lado. Cuidando carinhosamente do outro, como se fôssemos plantas em eterno estágio de germinação.
Depois de um tempo de convivência, a intimidade nos afasta. Tão contraditório dizer isso! Como depois de conhecermos e sermos conhecidos pela pessoa com a qual vivemos e convivemos diariamente, poderíamos nos sentir tão distantes?
Há muitas justificativas pra isso, o tempo, o dinheiro ou a falta dele, o hábito e, a pessoa que está ao seu lado deixa de ser aquela que um dia lhe despertava instintos e desejos. Tornam-se amigos... isso, quando conseguem se tornar amigos, porque há casos em que o ódio, o desrespeito e a opressão, passam a falar mais alto que o amor.
Deveríamos nos apaixonar diariamente, como naquele primeiro dia em que os olhos se entorpecem, o coração dispara, o abraço traduz o desejo de se transformar em apenas um. Mas, deixamos a rotina tomar conta e, muitas das vezes, buscamos sentir tudo isso novamente em outros relacionamentos, outras pessoas. Até conseguimos, mas com o tempo, depois que o príncipe vira sapo ou a princesa se transforma em patroa ou será bruxa?), nos damos conta que não era a pessoa que não nos servia, mas sim, nossa opção de vida, nosso mania de deixar para conversar depois, esperar que o tempo passe, mascarar situações que nos incomodam, aceitar o inaceitável, tudo isso determinando o fracasso de nossas relações amorosas.
Pessoas que chegam a maioridade e que, lado a lado ainda caminham de mãos dadas, deveriam escrever livros, não para nos ensinar a ser, isso é impossível, somos o que queremos ser, mas no mínimo nos oferecer dicas de como partilhar, como se relacionar sem podar o outro, sem deixar-se escravizar, sem adoecer por amor, sem permitir que os atropelos diários desfaçam laços fortes e determinantes, que um dia fizeram com que duas pessoas de mundos tão diversos, se encantassem pelas diferenças.
E que essas diferenças continuem a existir... mesmo que os anos passem, o sorriso apresente rugas, os corpos não sejam esculpidos, o olhar já não traduza o mesmo brilho.
Sabemos o quanto isso é difícil, e o quanto a intolerância e o egoísmo, a busca desenfreada pelo dinheiro e a carreira, tem produzidos vítimas de rompimentos desnecessários.
Pessoas são falíveis, não importa a altura, o status, o peso, a cultura. Quando se trata de sentir, o mais sensato de todos os homens torna-se menino. Buscar desordenadamente por um parceiro ideal ou acreditar que nossa vida se resume em um ato sexual, é minimizar e subestimar a grandiosidade de nossas relações.
Talvez o segredo esteja no enamoramento diário, no cuidar do outro e, não se esquecer de que não somos donos nem posse de ninguém. Ou se valoriza, ou se perde!




Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Publicado no Recanto das Letras em 12/06/2008
Código do texto: T1031115

30 de mai de 2008

Recomeço



Os ventos que levaram trarão novas esperanças.

Existem possibilidades,

Não há nenhum mal que seja eterno.

A vida é um ciclo de águas...

Hora calma e límpida...

Hora turbulenta e turva.

Seguimos como que levados por elas,

Mas temos escolhas, sempre teremos...

E hoje, escolho a Luz.Escolho a brisa...

O aconchego do amor que sinto,

Que embora adormecido... vive!

Quero o sorriso refletido no espelho.

Sonhos, mesmo que utópicos...

De quantas utopias tudo o que existe não foi feito?

Quero entregar-me deliciosamente a vida!

Correndo riscos...

Ousando ser...

Acreditando que o melhor ainda está por vir.

Enxugarei as lágrimas...

Construirei novos sonhos...

E caminharei...

Firme e sem fronteiras.

Permitindo que o amor renasça,

E que a fé conduza!



Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Publicado no Recanto das Letras em 30/05/2008
Código do texto: T1011951

20 de mai de 2008

Ah...o amor...

Não há sentimento mais nobre que o Amor! Não é passível de explicação, nem pode ser definido ou mensurado. Sente-se...Uma sensação quente e calorosa que envolve todos os sentidos, que desperta os sonhos, alimenta a alma e faz do coração um oásis. Não há quem possa dizer que nunca foi amado ou mesmo que afirme nunca ter amado. Há no amor uma infinita capacidade de perdoar, de doar o que se tem de melhor, de entregar o que nos é mais caro. O Amor é tranquilo... sereno como um lago límpido. Enobrece quem o sente e transforma pequenos momentos em lembranças eternas... Poucas palavras em grandes sensações... Descaracteriza a distância, proporcionando uma junção de almas. Perdoa... Acolhe... Emociona...Transforma... Cuida... Sem querer reter. Ás vezes pode nos fazer sofrer... Mas, até o sofrimento é breve para quem ama, porque não se deseja nada mais do que a felicidade do ser amado.Há no amor, um mistura heterogênea e uniforme que dignifica e confunde.Quem ama, utiliza-se pouco da razão. Entrega-se... Corpo, alma e sentimentos.Integralmente... absolutamente... É essa capacidade de amar infinita, que liberta e lidera o coração dos homens... Quando amamos, percebemos o mundo mais colorido; Os problemas, mais amenos; As dores, suportáveis; Os medos, inexistentes. Amar é comungar com o melhor que a vida nos oferece. Sorrir sem motivo... Viajar sem fronteiras... Entregar-se sem queixas...

21 de abr de 2008

Que liberdade é essa que dizem que conseguimos?


Somos escravos da mídia, muitas vezes, do dinheiro; escravos de nossos compromissos inadiáveis; de nossas convicções que de um momento para o outro deixam de existir; escravos do que não fizemos no passado, da pouca ousadia do presente e da angústia relacionada ao futuro; escravos dos medos que nos afastam de objetivos reais e dos planos que adiamos por ausência de coragem. Quanto menos temos, mas livres somos! Passamos a viver situações mais simples e, portanto, mais prazerosas. Enxergo isso no rosto de pessoas simples que conheço e respeito e, que são capazes de se distrair com o cantar dos pássaros, o murmurar das águas, a sutileza do vento... aprendi com elas que precisamos de tempo para pensar, sentir e amar. Não possuem muito, mas o que precisam.

11 de abr de 2008

Sentimentos


Existe em mim, algo de incompleto, insano...
Sentimentos diversos que me fazem calar,
Quando deveria estar aos gritos.
Ocultos, me transformam.
São intraduzíveis ao olhar humano
Interiormente me corrompem.
Não sei se os sinto, deixando-os vir a tona,ou se os guardo,
Como assim o fiz por todo esse tempo.
Sei que existem, porque me incomodam
Incandescentes como chamas vivas.
Posso ocultá-los e guardá-lo
Mas, nem por isso deixarão de existir.


Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Publicado no Recanto das Letras em 10/04/2008
Código do texto: T94
0042

8 de abr de 2008

Além do olhar

Impressiona-me os rostos que encontro... 
Tão diversos e diferentes. 
Expressões inúmeras. 
Tradução de alegrias, tristezas
Cada qual com suas particularidades e mundos.
Até que paramos e nos dispomos a ouvir. 
Verificamos então, que fisicamente diferentes 
Somos humanamente parecidos. 
Desejos quase que unânimes. 
Anseios de felicidade e de amor. 
Conceitos diversificados 
Sentimentos equivalentes. 
Escolhas personalizadas, 
Objetivo único de ser feliz. 
Seres humanos diversos, 
Trilhando um só caminho. 
Almejando sempre encontrar a Paz! 

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer 
Publicado no Recanto das Letras em 08/04/2008 
Código do texto: T937279