29 de out de 2012

Coragem


Controle-se, tempestades passam. Silencie, perceba os sinais da vida. Podem não oferecer as respostas que esperas, mas encontrarás mais do que necessitas. Certamente, pensarás que os caminhos são equívocos. Por vezes, praguejarás e duvidarás da providência dos amigos anônimos que aparam e servem a Deus através de ti. Pensarás estar sozinho e negarás, mais de três vezes, Aquele que por amor entregou-te à vida. Contudo, a paciência Divina  oferece como presente maior a certeza da eternidade, da evolução gradativa , do recomeço. Aguarda servindo. Confia. Mesmo que não compreendas, tudo passa... 

Despertar



Aquele que parecia tão bem entender as estações encontra-se adormecido. Parou de sonhar. Absorve a realidade sem encantar-se pelos pequenos sinais de esperança oferecidos em circunstâncias inusitadas da vida. Há algo de amargo em suas palavras, convulsão de sentimentos atordoados pela descrença.  Procura-se no sussurrar monossílabo de repostas inconclusas o que antes era traduzido em ternura e segurança. Centelha que não se apaga. Resgate necessário de fé. Instalação definitiva e transparente do amor que institui possibilidades.

18 de out de 2012

Amadureceram



O Cravo encontrou a Rosa e, diferente do que nos conta a música popular da infância, nem ele ficou doente, nem ela despedaçou. De tão diferentes, pensaram que juntos seriam apenas um. Ela romântica e prática. Ele sonhador. Foi um verdadeiro caso de paixão. A Rosa buscava os sonhos e o Cravo, segurança. Ambos eram belos, vistosos, cheios de vida. Desejavam construir um futuro juntos apesar das diferenças. O tempo os arrastou em desalinhos. O Cravo acomodou-se, pensando já ter sonhado tudo o que lhe era possível. Perdeu o brilho, fazia exigências, determinava sensações e os sentimentos. A Rosa, por sua vez, já não percebia mais os motivos que a levaram à paixão. Sensibilidade ferida pelos arroubos de seu companheiro, resmungava, perguntando-se o porquê determinara sua existência à tão frágil destino. Com o tempo, o Cravo começou a se interessar por outras flores e a Rosa, quase murcha, resolveu seguir outros caminhos. Em direções opostas prosseguiram. Cada novo encontro determinaria o vazio e a busca. Até que um dia, reencontraram-se. Havia no olhar de ambos o mesmo encanto. No entanto, os sentimentos lapidados pela maturidade, possibilitaram o redescobrimento. A Rosa e o Cravo admiraram-se ternamente, compreendendo que o amor exige construção, serenidade e paciência. Esperar que o outro seja o que desejamos é pura perda de tempo. Relacionamentos são construções diárias, amadurecimento mútuo.

9 de out de 2012

Encantamento

Pretendia observar o mundo, encantando-se pela vida! Era cedo para desistir dos sonhos, sempre é cedo. Abrigava dentro de si incertezas e delas retirava a sustentação para continuar seguindo. Muito ainda seria edificado... Conceitos, vivências doações. Era esse o eixo, a direção. Não mais abstrairia verdades equivocadas ou perderia minutos de vida absorvendo palavras infundadas. Verteria o amor, a alegria e a sensibilidade de oferecer-se integralmente, sem preocupar-se com o retorno, restituindo ao universo as dádivas que até então recebera.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

3 de out de 2012

Amor


É falta...
Anseio do que não se vê.
Abstração de um desejo comum
Simples, sem preço.
Percepção sem forma
Sensação urgente
Universo doente
Por não saber amar!
Não se substitui a essência
Não se subtrai a ausência
Desorienta-se
Busca implacável do que deveria ser inato
Conceitos distorcidos
Sentimentos corrompidos
Vazios... Desvarios...
Amar de amor para sempre!
Fruto, raiz, tronco e semente...
Naturalmente!


Entrega-te a Deus

Quando nada, entregue-se aos murmúrios do vento. Perceba os sinais que a vida lhe oferece. São mínimos, sutis... Contudo, a todo o momento recebemos dádivas de luz que nos fornecem opções de recomeço. Quem se presta à observação, sente que há algo mais em tudo o que nos acontece. Aprenda a ser grato, interiorize pensamentos edificantes e, se algumas situações desconfortáveis aparecerem, faça uma prece. Deus não se afasta, não abandona... Nós é que nos fechamos e nos distanciamos do caminho.