30 de set de 2011

Para o dia de hoje...


"Devemos fazer tudo pelo amor, mas, enquanto não sabemos fazer somente pelo amor, que façamos por caridade, por dever..."

29 de set de 2011

Quase noite!

Quase noite! Páginas em branco, franco despertar de quem sabe Ser. Gostaria de saber porque insistem em me oferecer tudo, se o que quero é o básico? Quase noite... inquieta está a alma, amordaçada, suspensa e retida por uma história de espera interminável. A luz que hoje resplandecia, o Sol que aquecia... vão para outras paragens, deixando-me a Lua como lembrança iluminada que acalma! Cabeça pesada, olhos turvos, dores que não se explicam, desejos inconclusos e perdas... muitas! Sensação de transbordamento ao escrever... se assim não fosse, explodiria! Quase noite! Quase vida! Nos espaços em que me busco, já não me encontro. Alterações definidas por consequências inevitáveis... é a vida! Mulher de noite... Mulher de dia! Descansa a noite, trabalha ao dia! Quase noite... e tudo como antes... tudo como chance... tudo em um só lance... tudo tão longe de seu alcance!

Amor

Queria dizer-lhe que não sinto tua falta
Que encontrei sentido para os pensamentos
Que ocupei os espaços que foram deixados por ti
Queria dizer-lhe que adormeceram as lembranças
Que perdi temporariamente a esperança
Que desejo uma só herança
Estarei em breve em teus braços
Faltam-me os teus abraços
Como veneno ingerido lentamente
Ando corroendo meus sonhos
Legando ao espaço os ideais pretendidos
Abrindo vagamente caminhos 
Sem nenhum significado ou importância
Forçando-me a crer que amar é engano
Fugindo de todos os planos
Desfazendo-me como um fraco combatido
Entregando-me a realidade que me prende
Temendo o que a vida surpreende
Estacionando os sentimentos que não mentem
Esquecendo o que se sente!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

26 de set de 2011

Escrever descrevendo-me

Não sei se triste, não sei se insano, nem mesmo se grito de liberdade opressa. O que escrevo denota o que sinto, seja por dor ou alegria, letras se emaranham em harmonia traduzindo o que dificilmente expressaria verbalmente. Alguns, ao mergulharem nas ondas de uma serenidade submersa, percebem-me tranquila. Outros encontram tristeza e, ainda outros parecem descobrir nas palavras à esperança. Afirmo que o que se instala entre todos esses sentimentos é a busca, a transgressão, a crença de renovação. Não há coerência em renovar-se. Perfeição e coerência são falsos estados ocultos pela estagnação. Para ser coerente, também é preciso ter certezas, pensar-se sensato, ter respostas a todas as perguntas, considera-se pronto. Definitivamente ser coerente não é a minha maior virtude. Hoje sou, amanhã... talvez! Hoje penso, amanhã... questiono! Hoje triste, amanhã... festejo! Sigo! Procuro ser no mínimo e, muito pouco mesmo, sincera comigo, permitindo-me todas as contradições e incongruências de um Ser em evolução. Portanto, há quem me veja triste, quem me sinta luz, quem não ache nada e quem ainda perde seu tempo invejando o que não sou. Não sei se triste, não sei se calma, não sei se otimista ou inconsequente, prefiro e quero ser somente gente.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

22 de set de 2011

Desaposentar

Recuso-me a aceitar o rótulo! Não sou alma que se prende a passado e muito menos que se presta à estagnação, nasci para servir o mundo e, sigo cumprindo a missão ínfima de semear. Passados os anos de aflição e, certa de que novas tormentas ainda virão, alimento a serenidade que me conduz a paz, senão a desejada, ao menos almejo incertos caminhos de reconstrução sem nenhum receio. Desaposentar é a meta! Condição adversa imposta pelas circunstâncias, o rótulo de sentir-se aposentada aos quarenta e três anos de existência não me serve. Portas fechadas quando não podem ser abertas, precisam ser deixadas para que a vida volte a acontecer. Se é que em algum momento desse caso, sem nenhum acaso do destino, senti o reverso de todos os anseios que tinha, recrio a trajetória com ares de recomeço acreditando em cada porta entreaberta que se dispõe no caminho. Não pode ser um erro médico e a perda parcial de um sentido a estagnação de todas as possibilidades de evolução de um Ser. Compreendo hoje, que a decisão é sempre nossa, neste caso minha. Seguir ou não, aceitar ou lamentar, parar ou permanecer lutando sempre dependeu da minha vontade e, faço opção pela busca. Compreendo que a felicidade está aonde a depositamos e, revezes são formas indefinidas de crescimento. Desaponsentado-me observo melhor e com mais maturidade os fatos que marcaram, mas, que nunca determinaram minha história. Daqui em diante sigo alimentando sonhos, algo nato em minha personalidade sensível e contraditoriamente firme. Descobri entre os escombros à importância definitiva do trabalho e redireciono minha energia para que a desaponsentadoria continue fluir naturalmente, não sem esforço. A paciência, a resignação e a coragem têm permanecido como principais rogativas das preces que faço ao Senhor da vida, fé raciocinada que me acompanha e que, por vezes, assombra quem a percebe. Nada ao acaso... Tudo no seu tempo... Floresça aonde for plantado!

Wanderlucia Welerson Sott Meyer 

21 de set de 2011

Renovação

Refazendo-me das tempestades
Recomponho-me para que a vida flua
Siga seu curso...
Seja o que for, encontro-me mais forte
Não poderia me considerar refeita
Por vezes, os revezes ainda incomodam
Como pedras justapostas
Ainda não solidificadas.
Peças impostas pela vida...
O fato é que jamais serei a mesma
Sem lamentos,
Recolho as perdas
Algumas impensadas, insensatas
Mosaico restituído
Formas indefinidas
Jamais serei a mesma!
Assim demanda a evolução
Nas dores que dilaceram
Na morosidade do tempo
Impondo ao Ser paciência,
Espera...
       Não percebo ainda aonde florescer
                                                         Há o que de incerto prevalece
Dúvidas que entorpecem
No entanto, não paralisam.
Mesmo que no caos
 Haja a tormenta
 A luz acalma
,Serenidade acalenta.
Sabe-se da vida...
Superficial significado
Alados transcendem os sonhos
Nada é inerte!
Inescritas estão as direções...






Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 21/09/2011




Código do texto: T3232011

19 de set de 2011

Ensinâncias da vida


Já trilhei caminhos desconhecidos, outros que me impressionavam pela familiaridade. Busquei definir sentimentos, mensurar sensações e qualificar amores. Vivi momentos de solidão, tive pensamentos inimagináveis e, por muitas vezes me permitir transbordar dores através de lágrimas. Fui esteio, porto-seguro, cais... Em momentos específicos que nem mais me reconhecia. Sustentei histórias, elevei pensamentos, roguei por paz. Fui muitas em uma só pessoa, sem nunca perder os atributos que definiram minha personalidade, que demarcaram minha particularidade, que arquivaram o que me era essencial. Hoje, caminho em busca de serenidade. A saudade já não me machuca, não espero muito de ninguém, nem me comprometo com o que não posso. Sentir passou a bastar e, definições não mais me interessam. Sentidos só mesmo aqueles que são possíveis. Não me basto, mas, aprendi a ficar só. Continuo transbordando dores em lágrimas, no entanto, não me permito chorar mais do que o necessário. Quero pouco do muito que a vida me oferece e, se em algum momento algo for insustentável, aprendi que é preciso permitir-se cair para que das cinzas à renovação aconteça.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 19/09/2011
Código do texto: T3228944

11 de set de 2011

Dores e solidões


Percebo que, homens e mulheres buscam afeto, companheirismo, carinho, amizade, mas, colocam o desejo sexual acima do conhecimento de si mesmo e do outro.Não são os homens ou as mulheres que se tornaram insensíveis na modernidade. Na verdade o que se vê são equívocos, palavras que não foram ditas gerando controvérsias, distorcendo o que realmente se deseja, ofuscando o brilho que se tem nos olhos de quem ama.
Ambos perderam-se em discussões inúteis de papéis e lugares, uma disputa que acarretou distorções e que transformou o ato sexual mais importante que o respeito mútuo.
Buscam, mas temem o amor, porque se criou uma idéia de que quando se ama, perde-se a liberdade.
    Muitos se valem do acúmulo de relações que têm para afugentar a solidão que sofrem. Relações essas, tão superficiais quanto ao amor que dizem sentir. Desgastam-se em palavras e atitudes que não preenchem. Usam-se e são usados. Não percebem o quanto se ganha quando há em uma relação uma troca maior do que simplesmente o encontro de corpos. Não que relações e desejos sexuais não sejam importantes, mas sozinhos, não preenchem o vazio que a grande maioria demonstra sentir.
   Como droga que sacia momentaneamente e que depois, aumenta a dor de se conviver com a realidade. Há prazeres tão efêmeros e embriagantes que quando terminam, deixam a sensação de incompletude, que por sua vez, nos leva a novas buscas. Insaciáveis e insatisfeitos trocamos de parceiros como se substitui um objeto que já não nos vale.
Consultórios repletos de pessoas queixando-se de solidão, atordoando-se com a depressão e tão fechados quanto casulos que guardam o que há de melhor dentro de si.
Falam de amor, querem amar e nem percebem o quanto fogem do que desejam. Banalizam o que precisam e sofrem por não perceberem o que, de tão simples, se tornou escasso.
Homens não são insensíveis, são humanos. Demonstram menos, mas nem por isso deixam de sentir. Mulheres precisam sim ser independentes, mas nem por isso, precisam perder a sensibilidade, o feminino. Ambos, apesar de negarem, amam o romantismo dos enamorados, o pieguismo existente nas manifestações de afeto, nas palavras que encantam e que, aí sim seriam preenchidas pela união de corpos, a troca absoluta de carinhos, a energia que emana de pessoas que se encontram além do momento.
Não importa o quanto dure, se para sempre ou o tempo necessário para ser eterno, há algo de mágico no Amor que dignifica, enobrece e sustenta todo o alicerce desse ser tão complexo e indefinido, chamado SER HUMANO.

Renovar-se



Retiro todas as cascas
Couraças que já não me servem,
Soltando-as, renovo-me.
Na reconstrução de um Ser
Ainda desconhecido
Elaboro novos saberes,
Reencontro-me todos os dias com o eterno.
Encantam-me as terras que não desbravei
E, ainda mais os caminhos que não percorri.
Sinto-me pássaro em voo livre,
Vislumbrando apenas o que aos olhos brilham.
Busca de renovação, sensação de insegurança
Que preciso sentir para saber-me viva!


Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

10 de set de 2011

Incômodo

O que é que incomoda?
Comprime e faz doer...
Saudades de um tempo que não volta?
Medo do vir a ser?

O que é que me tira o sono?
Angústia de quem acreditava e hoje vê...
Desejo que não condiz com a realidade?
Necessidade de esquecer?

Trago no peito todas essas dúvidas.
Os olhos transbordam o que me faz sofrer.
De incerteza, incógnita se vive...
O sensato é não procurar entender...

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

9 de set de 2011

Quando voltar a primavera...

O frio instaurado por mais uma estação de inverno é lembrado pelo frescor da manhã que umidifica a pele... Aguarda-se a primavera! De tudo que se espera, pedem-se asas para que a liberdade venha a ser deliberadamente exercida. Não é o muito que se deseja, apenas almeja. As flores que aos poucos começam a enfeitar o jardim denotam a beleza que naturalmente cobrirá a superfície da Terra. São chegados os dias de encanto! Cores, aromas, arranjos naturais que induzem estados de alegria. Quando voltar a primavera, renascerão os anseios de renovação e, a alma, inebriada por tamanha beleza pedirá à vida que possibilite a travessia. 

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

8 de set de 2011

Infringir


Dançam sentimentos, sensações 
Pensamentos que adormecidos voltam a viver.
Internamente se contrapõem razões e desejos.
Os desejos quase que determinam a jornada.
Mas, ainda presa as amarras do destino imposto.
Represa-se em barreiras quase intransponíveis
Vontade de viver, aspiração de sentir.
Momento em que a vida pede calma
Contraditoriamente a alma anseia por liberdade.
Reprimi-se o fluir da corrente que ambiciona 
Romper a impostora calmaria 
Permitindo que a vida se renove.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 08/09/2011
Código do texto: T3207661

3 de set de 2011

Entrega

Do que posso,
Ofereço-te como forma de retribuição o bem que me faz.
Aqui jazia um corpo inerte, alma sem vida, vida sem paz!
Agora volta a sentir o riso,
Sonoro sentimento ecoa internamente
A ti confio corpo, alma e pensamento
Gratidão de redescobrir-me!
No silêncio, palavras não ditas, desejos sinônimos
Preservo por ti o que há de melhor em mim
Ato de amor sereno!
Aclive de maturidade.
Se do todo restar-me o nada
Ainda assim guardarei lembranças
Índole de quem aprende a verter alegria.
A ti, aquele a quem confio
Fio a pavio
Viajarei de navios,
Sem nunca estar em alto mar.
É do delírio que sentirei da vibração das ondas.
A brisa nos cabelos úmidos
O sonho que acordado vive
Eterno amor que nunca tive!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

2 de set de 2011

Para o dia de hoje!


Hoje, rotina imposta pelas circunstâncias. Amanhã. lições de aprendizado redivivo. Dias onde o cansaço nos visita e que, precisa e pode ser substituído pela esperança.