30 de out de 2013

Amor próprio

Por que permitimos a repetição de histórias, oferecemos espaço para que sentimentos que nos ferem sejam instalados? E o que fazer quando descobrimos que buscamos aquilo que menos queremos? O Ser humano, em seu processo evolutivo esquece de que não estamos fadados ao sofrimento. Precisamos evoluir, é condição de existência, porém, padecer é uma opção pessoal. Se alguém nos machuca, se nos ferem, à permissão é nossa. Podemos fazer outras escolhas. Escrevi um dia, que ninguém morre de amor, mas de desamor. Ando descobrindo, que muitos morrem da ausência de amor por si mesmos. Verdadeiramente, é o primeiro amor essencial de nossas vidas!

26 de out de 2013

Saudade

A saudade sussurra como o vento
Chega de repente...
Trazendo lembranças, momentos e odores.
Instala-se
Segue balançando as folhas da vida
Algumas caem, transformam-se.
Outras viajam distantes, para lugares ignorados.
É nota definida impregnada de histórias
Só sente quem viveu, deixou-se conduzir.
Entregou-se à leveza
Distanciou-se do assombro de não existir.
Só sente quem define, imprime, entrega
Sem medo de feridas, confere as cegas.
Pior do que senti-la?
Arrependimento, contrição.
Medo de conferir à vida
Cessão contrária à repressão
Remorso de não ter feito
Receio sem explicação.
Saudades quando nos chegam
Trazem lágrimas, sorrisos, encantos.
Certeza de existência

Verdadeiro acalanto!


Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

11 de out de 2013

Libertação

Não há caminho de volta.  A paisagem muda, as situações já não são as mesmas e, é bom que assim seja. O encanto da vida reside exatamente nesse vir a ser. Momentos em que a respiração indicada que se faz necessária à transformação de gases tóxicos em oxigênio. Respirar intensamente, cada segundo dessa misteriosa e fascinante experiência de viver, dispondo-se a despir-se de roupagens surradas, libertando a alma opressa, traduzindo vontades incompreendidas e absolutamente saudáveis.