13 de jun de 2017

Escritos

Não sei... nada sei... apenas sinto.
Não me cabe dizer verdades
Não as tenho... nunca as tive...
Apenas  viajo nas sensações que desconheço.
Apenas permito que tomem forma, ganhem vida.
Apenas teço palavras
Alinho retalhos, ajustando tons e estampas.
Algumas vezes, harmonizam- se
Despertam sensações que deixam de ser minhas.
Passam a  viver no imaginário de que as percebe
Outras, vagam sem nenhum sentido
Até encontrar abrigo em algum coração também antigo.
Descrevendo algo ou alguém que vi.
Nessa construção infinita e reticente
Vou talhando, alma e mente
Um ir e vir consistente
Que me permite de repente... reluzir
Corpo, alma...
Ser incoerente!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

26 de abr de 2017

Reflexão

Há sonhos estranhos... Mexem ,reviram nosso imaginário, nossas lembranças... Restauram alguns anseios perdidos na trajetória e despertam novas vontades.
Essa noite tive um desses sonhos...
Perdi a hora, porque na verdade não queria acordar...
Reminiscências? Subconsciente? Desejos internos?... Pouco importa.
O que desperta é a reflexão...
Estou sendo justa comigo? O quanto tenho boicotado histórias e sonhos permitindo que o Ter fale mais alto que o Ser? Ando percebendo os sinais da vida ou estou permitindo distraidamente que passem?
Perguntas despertas que precisam ser respondidas.
Evoluir é o caminho e, não existe evolução sem questionamentos, mudanças de direções e posicionamentos.

A única verdade que conheço, é a do Ser! Talvez, por isso, mesmo que em sonhos... Minha alma grite e alerte: O que andas fazendo?

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

29 de mar de 2017

Reaprendendo a amar

Como é bom reaprender o amor com os jovens!. Hoje, li na página de minha filha (minha menina... sempre), um texto sobre as diferenças entre o amor e a paixão, lição que já foi apreendida prematuramente por ela e seu namorado. Caminham serenamente em um relacionamento saudável. Fico impressionada com o amadurecimento natural que a vida tem lhe proporcionado e, sigo como observadora e conselheira (na verdade, aprendiz).
O que seria do mundo se não contássemos com as vibrações emanadas desses seres espirituais que vivem e vibram em nome do Amor? Ainda bem que eles podem nos envolver de esperança, nos ensinar que sentimentos nobres persistem, que apesar de da banalização e do egoísmo, a esperança renasce todos os dias.
Reaprendo com eles a simplicidade da doação: o olhar, o doar, a entrega despretensiosa e singela, o amor sem medidas. Amar de amor!
Que eles possam persistir ensinando...

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

21 de fev de 2017

Sabotagem

Sabotamos nossas escolhas, vivemos e revivemos ciclos intermináveis de contentamento descontente. Queremos... o que queremos? Nos tornamos repetitivos, não são as pessoas... Atitudes exclusivas de almas que pouco se conhecem.

Wanderlucia Welerson Sott Meyer





Tempo


17 de fev de 2017

Relacionamentos


Não são tão difíceis, na maioria das vezes os complicamos. Almas... diferentes, inicialmente pouco transparentes, que aos poucos se desvendam e, nem sempre se alegram com o que veem. Criam expectativas irreais.
O cuidado com o outro deveria ser diário, a gentileza uma rotina, o conhecimento de si uma necessidade. Vivemos de rótulos... “mulheres são complexas, homens são todos iguais” e, quando assim pensamos, generalizamos seres humanos. Impossível descrever, pesquisas não mensuram sentimentos.
Não creio que histórias se repetem continuamente, porque as experiências são únicas. Talvez, por desconhecimento, reproduzimos comportamentos inadequados e, nesse caso, realmente reiteramos erros. 
O fato é que devemos observar, conversar e ouvir. Crescer juntos, caminhar ao lado e partilhar sonhos. Simples... se não estivéssemos mergulhados em sentimentos egóicos recheados de satisfações pessoais e intransferíveis.

Uma alma sensível adoece ao lado de quem só consegue escutar suas próprias palavras, investir em seus próprios objetivos e sonhos.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer 

22 de dez de 2016

Feliz vida!

Gosto de falar de Jesus...
Os registros históricos nos contam que há mais de dois milênios, nascia um menino que transformaria o mundo. Na simplicidade de suas parábolas, traduziria condutas éticas que conduziriam o ser Humano à evolução. Há quem acredite que o mundo “está acabando”, que os valores estão escassos, que a violência aumenta todos os dias. Mas, historicamente percebemos que, muito lentamente, caminhamos para um processo de humanização. O bem, geralmente é tímido e trabalha silenciosamente.
Tenho amigos que não creem... Mas, conhecendo suas condutas, percebo que de certa forma praticam o Evangelho sem perceber. Manual de ética que lapida carinhosamente o Ser, sua mensagem é absorvida pela consciência de quem aspira por um mundo melhor.
Quanto a mim, e devemos falar somente por nós mesmos, afinal, sempre somos responsáveis pelas escolhas que fazemos... Conduzo minha trajetória errando e acertando, exercitando o perdão e o autoperdão, semeando o que tanto recebo aos que necessitam de amparo, conduzindo meus dias, ciente da responsabilidade que tenho com cada pessoa que convivo, buscando compreender atitudes e ampliar os horizontes da percepção. Somos ínfimos, mas cada um, na missão que lhe foi conferida tem à oportunidade de contribuir para a construção de um mundo melhor.
Dezembro... Deveríamos nos entregar à GRATIDÃO! Mesmo os que sofrem, mesmo nas dores que nos lapidam. “Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á.” Certeza de quem já ascendeu das cinzas, acreditando que há algo que nos impulsiona, quando permitimos à condução segura e agimos a favor da vida!
Que Jesus continue conduzindo o meu caminho, o nosso caminho, o caminho de todos... Silenciosamente, generosamente... Que este Natal seja mais uma página digna de ser recordada! Lembre-se de agradecer... E que o ano de 2017 seja sustentado pelo otimismo...


E assim não andeis inquietos pelo dia de amanhã. Porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado; ao dia basta a sua própria aflição. (Mateus,  19-21, 25-34).