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Educação, formação e violência

Não sei o que dói mais... Há tanta violência registrada diariamente. Atitudes insanas que despertam medo e semeiam dor. Sem generalizar, me pergunto o que anda acontecendo. Pessoas que se deixam dominar pela insensatez, tirando vidas, destruindo famílias inteiras (as delas e as das vítimas), espalhando terror, disseminando padecimentos. Ouso pensar que estamos colhendo conceitos distorcidos de uma educação permissiva e omissa que se enganou ao presumir que crianças não podem se sentir frustradas, não devem receber o “não” como resposta, precisam ser atendidas em seus anseios de forma imediata e integral. E que assim satisfeitas, não necessitam de atenção, diálogo, proximidade e carinho. Completo desrespeito pelo próximo.  Palavras que ferem, atitudes que humilham e instigam a crueldade, tudo isso usado com uma naturalidade brutal, associada à disposição da mídia em divulgar o mal.                 O nó na garganta, a dor no peito, o medo de que um dia tudo isso bata em nossa porta, a …
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Razões do amor

O que amas? A máscara que tão bem nos serve Atendendo as expectativas exigentes do teu coração? As palavras que não são ditas Buscando amenizar conflitos, invalidar desejos, abrandar sensações? Amas o que lhe confere O “bem” que tu pensas experimentar, Silenciando os que ao teu redor se encontram? Amas a farsa de uma vivência infeliz e tênue Mirando apenas o que lhe interessa Estabelecendo limites e condições para sentir-se vivo Semeando a impassibilidade Disseminando submissão, condição e medo. Amas apenas o que lhe convém E porque assim amas
Ainda estás longe de Amar...

POR QUE O DESENCARNE DE ALGUÉM QUE NÃO CONVIVIA CONOSCO TANTO NOS EMOCIONA?

Sempre digo aos meus alunos que quando levantamos hipóteses, usamos a palavra provavelmente. Aliás, penso que deveríamos usá-la em todas as incertas respostas que imaginamos ter. Quando se trata de morte, que prefiro tratar como desencarne, porque creio na sobrevivência do espírito, nossas dúvidas são ainda maiores, as reflexões são muitas e a dor, individual ou coletiva, é certeira. Não é necessário ter convivido, ser próximo ou ter amado, para que lágrimas espontâneas molhem a face e a sensação de finitude tome conta dos nossos pensamentos. O fato é que quando deixamos uma trajetória de luta e nos comprometemos com a vida, servindo ao mundo e as pessoas, semeando nos corações daqueles que se espelham em nossas palavras, posturas e pensamentos, deixamos saudade.
O mundo anda sentindo falta da integridade, da alegria, da honestidade, da simplicidade e da fé e, quando pessoas que resistem na aplicabilidade desses sentimentos e comportamentos seguem para o outro plano, deixam um vazio a…

Distração

Contexto

Se de tudo, fores conduzido pelas circunstâncias. Encarregue-se de entender os caminhos De atender as demandas do coração... Não se arrisque em penhascos, Não se entregue as lamurias Ou murmure opróbrios que não acrescentarão expectativas Os quereres persistem, basta que ouças. Toda sina exige entrega Doa-se corpo, alma, pensamentos... Todo sem resgate, sem retorno. Retalhos distorcidos de histórias De princípios, desenvolvimentos e clímax.
Partes de um contexto sem fim.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer - 2017

Escritos

Não sei... nada sei... apenas sinto.
Não me cabe dizer verdades
Não as tenho... nunca as tive...
Apenas  viajo nas sensações que desconheço.
Apenas permito que tomem forma, ganhem vida.
Apenas teço palavras
Alinho retalhos, ajustando tons e estampas.
Algumas vezes, harmonizam- se
Despertam sensações que deixam de ser minhas.
Passam a  viver no imaginário de que as percebe
Outras, vagam sem nenhum sentido
Até encontrar abrigo em algum coração também antigo.
Descrevendo algo ou alguém que vi.
Nessa construção infinita e reticente
Vou talhando, alma e mente
Um ir e vir consistente
Que me permite de repente... reluzir
Corpo, alma...
Ser incoerente!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Da ilusão...

Reflexão

Há sonhos estranhos... Mexem ,reviram nosso imaginário, nossas lembranças... Restauram alguns anseios perdidos na trajetória e despertam novas vontades. Essa noite tive um desses sonhos... Perdi a hora, porque na verdade não queria acordar... Reminiscências? Subconsciente? Desejos internos?... Pouco importa. O que desperta é a reflexão... Estou sendo justa comigo? O quanto tenho boicotado histórias e sonhos permitindo que o Ter fale mais alto que o Ser? Ando percebendo os sinais da vida ou estou permitindo distraidamente que passem? Perguntas despertas que precisam ser respondidas. Evoluir é o caminho e, não existe evolução sem questionamentos, mudanças de direções e posicionamentos.
A única verdade que conheço, é a do Ser! Talvez, por isso, mesmo que em sonhos... Minha alma grite e alerte: O que andas fazendo?
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Percepção

Reaprendendo a amar

Como é bom reaprender o amor com os jovens!. Hoje, li na página de minha filha (minha menina... sempre), um texto sobre as diferenças entre o amor e a paixão, lição que já foi apreendida prematuramente por ela e seu namorado. Caminham serenamente em um relacionamento saudável. Fico impressionada com o amadurecimento natural que a vida tem lhe proporcionado e, sigo como observadora e conselheira (na verdade, aprendiz). O que seria do mundo se não contássemos com as vibrações emanadas desses seres espirituais que vivem e vibram em nome do Amor? Ainda bem que eles podem nos envolver de esperança, nos ensinar que sentimentos nobres persistem, que apesar de da banalização e do egoísmo, a esperança renasce todos os dias. Reaprendo com eles a simplicidade da doação: o olhar, o doar, a entrega despretensiosa e singela, o amor sem medidas. Amar de amor! Que eles possam persistir ensinando...
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer