15 de dez de 2008

Solidão velada

Solidão velada

 Descobrir-se sozinha quando se pensava amada.
Sentir o frio arrepiar o corpo, gelar a alma.
Lágrimas que rolam desejos que não tens.
Uma tristeza pura e funda
Capaz de ofuscar-lhe os olhos.
A dor de saber-se triste.
A expressão do olhar de quem um dia sonhou amar.
Ninguém por perto para oferecer-lhe o ombro.
Palavras nada expressam...
Há somente o sentimento,
A busca do aconchego, a paz.
Sonhar com um amor nos cega.
Mais vale amar sem sonhos.
Cada instante...
Seja pouco ou eterno...
Momentos de alegria, são só momentos...
Passam...
Deles...
Fica a saudade.
 Incomoda, faz sofrer...
Impulsionando, redirecionando o desejo.
Quando menos se espera,
Abre-se o coração a vida.
 Ficam as lembranças,
Partes solidificadas...
Uma necessidade intrínseca de amar!

 Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T1336164