27 de set de 2008

Pensei ter vivido...

PENSEI TER VIVIDO... Não era o que desejava, Nem tão pouco sabia o que esperar. Aconteceu... Agarrou-se como âncora, A um sentimento indefinido que lhe trazia amparo. Deixou-se envolver como criança, Levada por uma carência que lhe tornara vulnerável. Era pouco o que lhe oferecia, E era tudo o que precisava. Sonhos, ilusões, paixão. Todos esses sentimentos que sobrepõem à razão. Que deslocam os pés do chão. Possibilitam a entrega. Era pouco... Mas, pra quem pensava não ter nada Servia como antídoto para as dores Companhia para a solidão Afago para a ausência de carinho Era pouco... Quase nada... Sem exigências, Sem vida... Ora presente, Outra ausência absoluta. Cegava a realidade Contrariando o que é sensato e lógico Reportando a um conto de fadas. Inexistente... Fantástico demais para ser verdade! Vem a realidade... Tão dura quanto antes, Traduzindo-se em intensas perdas Tão absolutas quanto aos sonhos. Esvazia-se... Seus olhos perdem o viço, O peito enrijece... Sobra-lhe a solidão... A dor da ausência... A descrença e o medo. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 27/09/2008 Código do texto: T1199195