26 de fev de 2013

Amor


Quando é que se sabe o momento que alguém se torna eterno em sua vida?
Quando as lembranças nos visitam periodicamente.
Quando inquieta saber que o outro não está bem.
Quando é possível perceber a dor alheia mesmo de longe.
Quando permanece a sensação de incompletude.
Quando a distância e o tempo, não proporcionam o esquecimento.
Quando o perdão é exercício diário e indolor.
Quando se acredita que o outro possa ser feliz além de seus limites.
E, por fim, quando se respeita a decisão de partir
No desejo terno de felicidade possível
Penso que tudo isso é o que se chama de Amor!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

18 de fev de 2013

Amor maduro


A maturidade nos ensina que príncipes não existem, que o amor só é para sempre se for construído e reconstruído diariamente através de erros e acertos, certezas e equívocos. Quando se faz uma escolha, faz-se necessário investir no caminho. Com o tempo se percebe que não basta trocar de “roupa”, mudar os “móveis”, reformar o exterior. O fundamental é descobrir que a perfeição é inatingível. Como seres em evolução, estaremos sempre lidando com emoções e sentimentos dicotômicos, pensamentos e palavras que edificam e destroem. Não se enganem, nossa maior escola é o lar, exercício de paciência, tolerância, amor e, principalmente, perdão.

13 de fev de 2013

Respeito... sou Mulher!



Hoje escrevo por incômodo, expressando o que vi e ouvi. Sou mulher, guerreira, independente, no entanto nunca abdiquei do espaço e jeito de ser Mulher. Cavalheiros me encantam, adoro flores, gentilezas, gosto de me sentir respeitada e me apaixono por músicas, textos e poesias que buscam desvendar a alma feminina, tão diversa e complexa, que chegam a taxa-la de incompreensível. Há anos não participo de carnavais, opção consciente que faço sem nenhum preconceito. Confesso que antes adorava participar de bailes, cantar marchinhas e ver desfiles. Este ano optei por viajar com minha família para uma região litorânea. Ficamos próximos à praia e todas as tardes grupos de jovens (muito jovens mesmo) e adolescentes reuniam-se em concentração esperando o desfile dos blocos e trios elétricos. Sou culturalmente eclética, acredito na diversidade e raramente me espanto com o comportamento das pessoas. Mas, fiquei assombrada com as letras das supostas músicas que essas pessoas cantavam e dançavam. Aquilo não era carnaval. Longe de ritmos e opções musicais, vi meninas e mulheres, cantarem e dançarem letras que nada mais eram que um retrocesso no que diz respeito à valorização da mulher. Como dançar e cantar frases que tratam mulheres como objetos e rotulam com palavras chulas seres humanos? Confesso que me senti ultrajada por todas aquelas mulheres e meninas que lá estavam sem se darem conta de que estavam sendo insultadas. Alguns podem dizer que não compreendo por não pertencer a essa época, mas, vi nos olhos e na fala de minha filha a mesma indignação. E se há tanta luta justa por igualdade e quebra de preconceito, como podem deixar que essas letras hediondas entrem em nossos lares e ouvidos como algo normal? Eu conheço e reconheço a liberdade de expressão, mas, também tenho consciência dos direitos que tenho como cidadã e mulher de não aceitar que tratem seres humanos femininos com vulgaridade e desrespeito.
Opinião que expresso como desabafo sem pretensão de convencer. Se for uma tendência que seja algo que respeite e acrescente. Que ninguém seja obrigado a receber insultos em alto falantes e enormes caixas de som, enquanto uma plateia tomada pelo ritmo dança sem refletir no que ouve.

2 de fev de 2013

Dúvida

Se me derem motivos para perder o equilíbrio, preciso buscar a compreensão e entender a limitação do outro, isso já aprendi e exercito. Difícil movimento de resignação que me envolve em sentimentos dúbios e complexos. Só fico me perguntando e, talvez porque ainda não seja tão evoluída assim, qual é o limite da acessão.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

"A dúvida nos atormenta do berço ao túmulo."
Victor Hugo