21 de out de 2016

Reflexões interiores

Nos dias em que a alma pede calma,
Almeja  somente  repousar...
Atropelos de um cotidiano insano
Equilíbrio distante
Vida que passa em um instante
Transborda lágrimas
Que constituem somente o desejo de paz!
Estar em simetria nesses dias
Exige esforço hercúleo e contínuo.
Há dias, onde tudo está escuro
Cansada, segue a alma em desalinho
Confere com o tempo
Que pouco se precisa para Ser.
Silêncio... Clama o pensamento!
Rogando que se ouça o que oculto...
Acirram incômodos e distúrbios
Esse barulho externo, estranho e denso
Contrasta ao desejo de harmonia
Estranha sensação de incompletude
Que sabe o Ser humano sobre a vida
Admitindo-se arrastar pelo caminho?
Há tanto para entender sobre si mesmo
Há tanto o que inquirir dentro de si...
Repousa a alma...
Intui... que tudo o que te aflige
Anseios tão elementares...
Convertestes em inatingível.

8 de out de 2016

Contornos

Deus... almejo tanta coisa e, no entanto, sinto-me abastada.
Desses quereres... embaraço desejos, possibilidades e necessidades
Urgência de momentos de tranquilidade
Instância em viver somente a realidade
Investindo sentimentos que podem deixar saudade
De longe...  diviso o que me alimenta
A simplicidade que certamente me sustenta
Por vezes, em prantos rogo-lhe descanso
Portanto e, no entanto, admitindo o desencanto
Retomo a trajetória de percalços e histórias
Embora pouco saiba deste tal futuro
Ensaio pensamentos de um destino seguro
De traços do recente, ofereço contornos ao presente.
Abastada e silente, confiro aos dias o que me vem a mente
Entre o cansaço e a esperança teço, repleta de lembranças
Insertos  e tortos caminhos de vida
Das palavras não ditas, imprime-se a poesia
Gritos silenciosos, momentos de alegria
Expressa-se na letras o que a alma não apreende

Traçados inquietos de um subconsciente.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer