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Ah...o amor...

Não há sentimento mais nobre que o Amor! Não é passível de explicação, nem pode ser definido ou mensurado. Sente-se...Uma sensação quente e calorosa que envolve todos os sentidos, que desperta os sonhos, alimenta a alma e faz do coração um oásis. Não há quem possa dizer que nunca foi amado ou mesmo que afirme nunca ter amado. Há no amor uma infinita capacidade de perdoar, de doar o que se tem de melhor, de entregar o que nos é mais caro. O Amor é tranquilo... sereno como um lago límpido. Enobrece quem o sente e transforma pequenos momentos em lembranças eternas... Poucas palavras em grandes sensações... Descaracteriza a distância, proporcionando uma junção de almas. Perdoa... Acolhe... Emociona...Transforma... Cuida... Sem querer reter. Ás vezes pode nos fazer sofrer... Mas, até o sofrimento é breve para quem ama, porque não se deseja nada mais do que a felicidade do ser amado.Há no amor, um mistura heterogênea e uniforme que dignifica e confunde.Quem ama, utiliza-se pouco da razão. Entrega-se... Corpo, alma e sentimentos.Integralmente... absolutamente... É essa capacidade de amar infinita, que liberta e lidera o coração dos homens... Quando amamos, percebemos o mundo mais colorido; Os problemas, mais amenos; As dores, suportáveis; Os medos, inexistentes. Amar é comungar com o melhor que a vida nos oferece. Sorrir sem motivo... Viajar sem fronteiras... Entregar-se sem queixas...

Gratidão

Certezas de Amor

Estavas ali, sempre estivestes.

Não era matéria palpável

Nem ilusão temporária

Fazia parte dos dias

Desde sempre...

Um alento nos momentos de dor

Uma esperança de amor

Visitava-me nos sonhos

Acariciava-me o rosto

Registrava-se a presença

Partia...

Permanecia a sensação do encontro

Serenidade pretendida

Essência de sentimentos duradouros

Suavidade que se sente

Tal brisa suave tocando o corpo

Indivisível êxtase

Emoções desejadas

Puras, intensas

Tradução apropriada de Amor!

Amor maduro

Será preciso tempo para regenerar as lesões provocadas pelo desvario dos sentimentos. Não é possível afirmar se era amor de fato. Serviu como alento enquanto próximo estava. Agora, que apreende e absorve palavras proferidas sem nenhum compromisso estreito com a verdade, analisando frases soltas e atitudes contraditórias, percebe-se claramente a ineficiência das palavras que não condizem com a verdade. Realidade tão intensa quanto a fugacidade dos anseios de porvir. Confia cegamente na maturidade que se adquire, grata pelo aprendizado rápido e eficaz de que o amor, de fato, só existe nos atropelos da convivência, no encontro dos desajustes, no sentir mesmo nas turbulências, na expressão de respeito pelo que se é. Constância inconstante de emoções indefinidas e necessárias. Amadurecimento vagaroso determinado por momentos de desordem interna e externa. Cumplicidade que se expressa apesar dos enigmas e contradições de seres opostos que jamais se completam, apenas evoluem entre possíveis …

Caminhos dicotômicos

Não lhe diria verdades, nunca as conheci. Tampouco desfecharia os inúmeros sonhos inconclusos que permaneceram latentes enquanto pensávamos estar no caminho. Nunca saberíamos se as estradas que escolhemos e as trajetórias que fizemos foram realmente escolhas. De fato, pouco valeria lastimar e fazer conjecturas. Basta-me a realidade detectada pela pupila dos olhos teus e meus, sentida na pele como distante toque etéreo. Adormecida, enquanto em vigília presumes e anseias o que jamais viverás. Reformulas vontades, despertando sorrisos que se encontram longe de ser o que desejas. Não seria lamento, apenas dúvida, suspeita de equívocos... Desconfiança de que, se os caminhos não fossem bifurcados e dicotômicos, se os desejos não fossem imaturos, ainda estarias ao meu lado.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer