29 de ago de 2011

Libertação


Dia claro,
Céu límpido e azul
Pássaros que entoam louvores ao Criador!
Atitudes de esperança e reconhecimento
Não há caminhos sem lamentos
Existência de flores em rompimentos
Asas que libertam sem o alçar do vôo
É quase primavera...
Renova-se a vida em cores e frutos
Gratuitamente,
Diante dos olhos indiferentes
Oferta-se o que de melhor existe!
E há quem pouco persiste
Quem ainda duvide
Que se entregue ao ostracismo
Quem cultive o egoísmo
Quem faça da vida um marasmo
Quem documenta em fracassos
Toda uma história biográfica
Paginas em branco
Olhos vendados ao mundo
Recluso...
Renova-se o que se empreende
E sempre...
Mesmo em circunstâncias inquietas
O que se espera, não se supera
Imprescindível doar-se ao mundo
Libertar alma do peso que estarrece
Alimentar sentimentos que enobrecem
Direcionando pensamentos
Renovação que a natureza oferece!

25 de ago de 2011

Entrega



Senhor, De tanto rogar que me auxilies, não percebi que nunca me deixastes. Estava à mercê de lamentos e não me dei conta de Tua presença.Percebo agora que agistes silenciosamente.Nos abraços que recebia,Nas oportunidades de trabalho no bem,Nas lágrimas que vi nos olhos do irmão que sofriaE que tanto me ensinaram sobre o viver.Operastes nos momentos em que me entregava à preceRogando-te coragem para enfrentar a lida.Inspirando-me nas decisões que assumia.Oferecendo-me a energia necessária para combater a inércia.Erguendo-me quando me sentia desamparada.Foram nos momentos mais obscuros que Tua LuzAclarava todas as possibilidades e caminhos.Quando me encontrava exaurida,Importunada pelos dores físicasIncomodada pelo vagar do tempoTu me pedias paciência, ensinava-me a resignaçãoAcalentava-me com energias renovadorasNunca permitistes que a estagnação e o desesperoFossem os senhores de minha trajetória.Reconheci na dor o crescimento, a maturidadeAprendi que a doação é a certeza da fé que renovaMesmo nos erros que cometi, ali estavasCoração renovado,Entrego ao mundo à pérola que produzistesEm nome do Amor que me ofertastesDesde o princípio de minha existência.Aqui estou Mestre a ofertar-lhe a Vida!Trabalhadora humilde de Tua SearaSigo confiante pelos novos caminhos direcionados por Ti.Certa de que nas tempestades estarás ao meu ladoSeguirei Teus desígnios,Empreendendo a vontade de evoluir em Tua direção.Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 25/08/2011

Código do texto: T3180986

23 de ago de 2011

Porque desejo sonhos...


Desejo-lhe sonhos, porque são os mesmos que ascendem luzes de esperanças, janelas de oportunidades, caminhos múltiplos de possibilidades. Desejo-lhe sonhos, são eles que nos conduzem quando quase tudo nos falta, significado de plenificação da alma, elemento indispensável que supera desafios e permite a trajetória segura apesar das tormentas. A palavra sonho pode significar entregar-se, fugir da realidade, mas, também é desejo vivo, intenso e constante anseio. Quem tem apenas um sonho, focaliza todas as suas energias em um só desejo e, se não o alcança ou, por alguma circunstância o perde, também deixa de existir. Preciso se faz ver e sentir nosso viver como uma comunhão de possibilidades, utopias que no sustentam. Sonhar é mais do que ambicionar ideais. Nada é permanente, nosso desejo de hoje pode não mais nos interessar amanhã e, percebemos então que depositamos energia demais em algo ou alguém que, não nos tornaria mais feliz. A felicidade por todos tão perseguida, pode estar oculta em pequenos e significativos momentos que por serem tão efêmeros e, estarmos tão focados em ilusões transitórias, nem os percebemos. Desejo-lhe sonhos, todos os possíveis e aqueles que considerarmos inviáveis! Assim como o tempo nos ensina o imperativo da paciência, da resignação, da persistência para alcançá-los, é a experiência que nos pronuncia que toda e qualquer evolução interna depende exclusivamente de nós mesmos. Desejo-lhe sonhos... Muitos... E, com eles desejo-lhe coragem. O combate que não nos permite desistir, que nos conscientiza que a estagnação é também uma maneira de deixar de existir para si e para o mundo. Desejo-lhe sonhos e, a reconstrução diária inspirada no ciclo de sabedoria que a natureza ensina. Desejo-lhe Amor!
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 23/08/2011
Código do texto: T3176853

21 de ago de 2011

Arte da vida


Enquanto estavas ali diante de tanta beleza, nenhum dor poderia estar presente. Raros são os momentos aonde a alegria exaure todo o cansaço. Desprendendo sorrisos que deixarão saudades... Lembranças e, porque não dizer, lágrimas de alegria sem nenhuma lástima. Vive-se o que se pode, não o que deveria. Liberando energias que transformam, erguem e modificam todos os paradigmas. Alterando padrões e regras antes inimagináveis. Segue a vida, às imposições do combate. Transpõe-se obstáculos, sutura-se os retalhos da colcha que lhe oferecerá abrigo quando sua alma enfrentar novas tempestades de inverno. A arte, em qualquer circunstância, ensina-nos à transformação. Do novo ou do que se recicle, compreendido ou não pelo o que vê e sente, é o retrato da dolce vita que imaginariamente almejamos, ansiosamente aspiramos..
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 21/08/2011
Código do texto: T3173406

20 de ago de 2011

Indignação

Indignação

Cantos, louvores, melodias
Imersas as dores sentidas
Povo que sofre...
Sorri do que tortura
Acostuma-se com grandes equívocos
Pensa ter o que lhe cabe
Corruptos senhores de engenho
Disfarçados em paletós e gravatas
Ternos de grife,
Comprados com os excessos
Remunerações, absurdos.
E a honra, integridade
Dos que deveriam exemplificar
Caminham entre CPIs
Corruptos, Políticos, Inconscientes
Que vertem rios de lágrimas
Desespero gerando vícios
Impregnando sutilmente
A ideia de sucessos
Fundamentados em favores e permutas
Sombria desdita de quem se julga impune
As leis que regem a vida!
Dentre os sorrisos perfeitos
Há os lamentos dos pobres
Que se descobrem no frio
Alimentam-se de vazios
Recebendo como esmola
O que de direito lhe cabe
São discursos inflamados
Tão sutilmente preparados
Para incutir inverdades
Promessas encobertas
Desonestidade
Não há notícias de justiça
Ou mesmo mudanças de vidas
Daqueles que dela se fazem
Descobrem-se falcatruas
Escondem-se o tempo preciso
Nem sentem o tempo perdido
Retornam as grandes retóricas
Construtores de histórias
Versadas em indignação.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 20/08/2011
Código do texto: T3171246

Amor distante


Amor distante

Lá, aonde meus olhos não alcançam, está o amor que almejo. De serenidade se compõe e, por vezes, decompõe-se em abundantes lágrimas. É a saudade da paz que me visita da segurança, do olhar... Do sentimento represado que se confunde, aturdindo até mesmo o mais sensato dos seres. Lá, mora minha utopia... Que buscarei custe o que custar mesmo que jamais encontre. Enquanto isso percorro os sonhos e o vejo em todos eles. Marca registrada das sensações que desejo, estás sempre a sorrir, oferecendo-me a mão, o colo, a vida. Em alguma circunstância, nada precisa, tu estarás a me ofertar rosas. Delas exalarão o perfume do amor que espero... Etéreo, profundo e de certa forma idealizado. Será o que és, seria o que de ti preciso! Lá, moram todos os sonhos de simplicidade que se constituem minha essência. Aqui moram os sonhos: distantes... efêmeros... Todos a esperar por Ti.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 20/08/2011
Código do texto: T3171537

Amor distante


Amor distante

Lá, aonde meus olhos não alcançam, está o amor que almejo. De serenidade se compõe e, por vezes, decompõe-se em abundantes lágrimas. É a saudade da paz que me visita da segurança, do olhar... Do sentimento represado que se confunde, aturdindo até mesmo o mais sensato dos seres. Lá, mora minha utopia... Que buscarei custe o que custar mesmo que jamais encontre. Enquanto isso percorro os sonhos e o vejo em todos eles. Marca registrada das sensações que desejo, estás sempre a sorrir, oferecendo-me a mão, o colo, a vida. Em alguma circunstância, nada precisa, tu estarás a me ofertar rosas. Delas exalarão o perfume do amor que espero... Etéreo, profundo e de certa forma idealizado. Será o que és, seria o que de ti preciso! Lá, moram todos os sonhos de simplicidade que se constituem minha essência. Aqui moram os sonhos: distantes... efêmeros... Todos a esperar por Ti.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 20/08/2011
Código do texto: T3171537

13 de ago de 2011

Silêncio interior


Silêncio interior

Traduzo em silêncio as aflições que persistem
Detendo a serenidade íntima
Transpareço calma, impassibilidade
Recuei a tempo de compreender a realidade
Dispondo-me das atitudes de reclusão
Desvencilhando-me do delírio.
Barco a deriva, delibero forças internas
Ocultas, até então desconhecidas
Para retornar a rota, firmar o leme
Ainda sonhar com portos seguros
Esgotada pela lida prolongada
Amadurecida por circunstâncias que assombram
Silencio a fala, para que a alma expresse o que lhe acomete
Pouco ou nada se sabe, nem mesmo o que lhe cabe
Retratos, lembranças, amores, ardores e odores
Fundamentos equivocados e confusos
Esquecer é a ordem!
Desordem necessária e abstrata
Conceitos distorcidos, equívocos
Pedaços...
Mosaico interno, psique alterada
Silêncio temporário e transitório
Desejo de viver!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 13/08/2011
Código do texto: T3157494

8 de ago de 2011

Germinar


Germinar

Tenho saudades tão indescritíveis quanto os dias que vivi alienadamente sentimentos de entrega irrestrita. O que o espelho hoje me mostra são olhos distantes, infinitamente tristes, cansados de serem umidificados por lágrimas que vertem como água corrente. Não creio que venham sentir novamente. Não dessa forma. A vida pede que o fruto maduro, preserve a semente... Ninguém é o mesmo quando lapidado pela dor! Retira-se o mesocarpo e vislumbra-se história a ser construída! Terra fértil, luz do Sol, água refrescante e nova vida! Nova porque mesmo que se anseie, jamais será a mesma. Nenhum sentimento será igual, nada lhe parecerá familiar, no entanto, é preciso renascer! 
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

6 de ago de 2011

Ato libertário


Ato libertário

É tarde, não para sonhar
O Sol espreita minha janela
Convida-me a seguir seus raios
Ouvir o canto dos pássaros
Diferentes e em plena sintonia
Entrego-me ao essencial
Todo o resto, ignoro
Como loba
Assaltam-me os instintos
Pouco se guarda de lembranças
Erros e danos em causa própria
Dos raios a energia interna
Coação de décadas
Águas represadas
Rompimento...
Calma aparente
Luz reluzente e quente
Recados internos
Rogam voz, vez e vontade!
Arde...
Peito, cabeça e mente
Ares de inconsequente
Sintomas de ser gente
Opta-se por não ser inocente!
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 06/08/2011
Código do texto: T3143305

3 de ago de 2011

Contando Primaveras


Tento contar as primaveras pelos aprendizados que a vida me oferece. Por vezes, sinto-me espírito antigo, burilado pelo tempo, expiações e provas. Em outra ocasiões, é o bom ânimo que conduz minhas atitudes e alegro-me na simplicidade do desabrochar de um flor. Ter a possibilidade de comemorar mais um ano de vida é uma oferta, dádiva oferecida pelo Senhor da Vida! Certeza de tropeços, sensação de recomeço, aprendizados... Evolução que se sabe ser individual, lenta em alguns, célere nos que optam pelo aperfeiçoamento da alma. E seguimos, vendo nosso corpo em plena transformação. Aceitar essas mudanças físicas, limitações e restrições, para alguns pode se tornar um sofrimento quando não se compreende que em contrapartida há opção pela ascensão e descobrimento de nossa essência enquanto seres eternos em evolução continuada. Observo pessoas que ultrapassam as perdas referentes à idade física, pois, traduzem no olhar a serenidade que floresce todos os dias, nas atitudes, pensamentos e palavras. No entanto, há quem opte pela queixa, lamúria e pranto, carregando consigo fardos pesados de culpa e dor. Não é que a uma outorga-se a alegria e a outro a infelicidade. È Escolha. Formas diferentes de ver, sentir e vivenciar o que nos proporciona a vida. Não conheço ninguém que nunca tenha sofrido dificuldades e obstáculos, mas, conheço pessoas que reluzem através do aprendizado oferecido pela tribulação. Que ainda venham muitas primaveras! E que saibamos interagir com vida, transformando e sendo transformados.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 03/08/2011 Alterado em 03/08/2011

1 de ago de 2011

Isso também passa...

Isso também passa...

Aprendi com a vida que as águas podem ser turbulentas, a brisa pode transforma-se em furacão, o fogo que aquece pode destruir. Aprendi que quando pensamos encontrar a estabilidade, sofremos abalos para que nosso orgulho não seja a nossa maior virtude. Aprendi que, vez ou outra, é a tristeza quem bate à porta e, muitas das vezes, como persona não grata, demora demasiadamente a partir. Aprendi que lágrimas podem lubrificar os olhos, dores podem nos servir de aprendizado, momentos de aflição e medo são tão comuns e até maiores que as alegrias, porque são neles que nos voltamos a Deus. Aprendi que a fé é o que nos sobra quando tudo mais nos falta, que a solidão, por vezes, inevitável, também é necessária. Que companheiros são muitos, mas, que amigos, aqueles que nos oferecem a mão e o coração para caminhar ao nosso lado, quando nos encontramos no mais profundo abismo são tão raros, que não somente devem ser “guardados do lado esquerdo do peito”, como também precisam ser valorizados eternamente. Aprendi que não basta orar quando tudo parece ruir, reerguer é uma questão de atitude, tão nossa quanto à vontade Divina de reconstrução. A fé verdadeira remove montanhas, não aguarda eternamente a intervenção do que quer seja para empreender novos caminhos. Aprendi que Jesus, na mais pura e verdadeira doação de amor, ensinou-nos que todo caminho árduo é sinônimo de redenção. Aprendi... Apreendi... E senti que “isso” também passa... O que realmente permanece é a fé raciocinada, tranquila e verdadeira que sustenta, ampara e mantém aquele que crê.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 01/08/2011
Código do texto: T3132593