22 de dez de 2016

Feliz vida!

Gosto de falar de Jesus...
Os registros históricos nos contam que há mais de dois milênios, nascia um menino que transformaria o mundo. Na simplicidade de suas parábolas, traduziria condutas éticas que conduziriam o ser Humano à evolução. Há quem acredite que o mundo “está acabando”, que os valores estão escassos, que a violência aumenta todos os dias. Mas, historicamente percebemos que, muito lentamente, caminhamos para um processo de humanização. O bem, geralmente é tímido e trabalha silenciosamente.
Tenho amigos que não creem... Mas, conhecendo suas condutas, percebo que de certa forma praticam o Evangelho sem perceber. Manual de ética que lapida carinhosamente o Ser, sua mensagem é absorvida pela consciência de quem aspira por um mundo melhor.
Quanto a mim, e devemos falar somente por nós mesmos, afinal, sempre somos responsáveis pelas escolhas que fazemos... Conduzo minha trajetória errando e acertando, exercitando o perdão e o autoperdão, semeando o que tanto recebo aos que necessitam de amparo, conduzindo meus dias, ciente da responsabilidade que tenho com cada pessoa que convivo, buscando compreender atitudes e ampliar os horizontes da percepção. Somos ínfimos, mas cada um, na missão que lhe foi conferida tem à oportunidade de contribuir para a construção de um mundo melhor.
Dezembro... Deveríamos nos entregar à GRATIDÃO! Mesmo os que sofrem, mesmo nas dores que nos lapidam. “Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á.” Certeza de quem já ascendeu das cinzas, acreditando que há algo que nos impulsiona, quando permitimos à condução segura e agimos a favor da vida!
Que Jesus continue conduzindo o meu caminho, o nosso caminho, o caminho de todos... Silenciosamente, generosamente... Que este Natal seja mais uma página digna de ser recordada! Lembre-se de agradecer... E que o ano de 2017 seja sustentado pelo otimismo...


E assim não andeis inquietos pelo dia de amanhã. Porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado; ao dia basta a sua própria aflição. (Mateus,  19-21, 25-34).

4 de nov de 2016

Reflexões

Refletindo no espelho marcas de história, segue caminhos de uma trajetória sempre indefinida. Não sabe dizer se o que vê lhe incomoda, apenas recorda-se do sorriso despretensioso que com o tempo foi substituído por traços contemplativos e circunspectos. Internamente, há algo de incômodo: palavras nunca ditas, sonhos reservados, desejos corrompidos e necessidades esquecidas. O reflexo indica o reverso do que a alma almeja. Certa leveza, ideias desconexas, uma vontade perplexa de redirecionar direções. Enquanto houver vida, a possibilidade é sempre infinda. Talvez seja por isso que apesar do cansaço intua e inclua a esperança nos reflexões que sustenta.

21 de out de 2016

Reflexões interiores

Nos dias em que a alma pede calma,
Almeja  somente  repousar...
Atropelos de um cotidiano insano
Equilíbrio distante
Vida que passa em um instante
Transborda lágrimas
Que constituem somente o desejo de paz!
Estar em simetria nesses dias
Exige esforço hercúleo e contínuo.
Há dias, onde tudo está escuro
Cansada, segue a alma em desalinho
Confere com o tempo
Que pouco se precisa para Ser.
Silêncio... Clama o pensamento!
Rogando que se ouça o que oculto...
Acirram incômodos e distúrbios
Esse barulho externo, estranho e denso
Contrasta ao desejo de harmonia
Estranha sensação de incompletude
Que sabe o Ser humano sobre a vida
Admitindo-se arrastar pelo caminho?
Há tanto para entender sobre si mesmo
Há tanto o que inquirir dentro de si...
Repousa a alma...
Intui... que tudo o que te aflige
Anseios tão elementares...
Convertestes em inatingível.

8 de out de 2016

Contornos

Deus... almejo tanta coisa e, no entanto, sinto-me abastada.
Desses quereres... embaraço desejos, possibilidades e necessidades
Urgência de momentos de tranquilidade
Instância em viver somente a realidade
Investindo sentimentos que podem deixar saudade
De longe...  diviso o que me alimenta
A simplicidade que certamente me sustenta
Por vezes, em prantos rogo-lhe descanso
Portanto e, no entanto, admitindo o desencanto
Retomo a trajetória de percalços e histórias
Embora pouco saiba deste tal futuro
Ensaio pensamentos de um destino seguro
De traços do recente, ofereço contornos ao presente.
Abastada e silente, confiro aos dias o que me vem a mente
Entre o cansaço e a esperança teço, repleta de lembranças
Insertos  e tortos caminhos de vida
Das palavras não ditas, imprime-se a poesia
Gritos silenciosos, momentos de alegria
Expressa-se na letras o que a alma não apreende

Traçados inquietos de um subconsciente.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

26 de set de 2016

Pensamentos

Já não sei dizer se a tecnologia trouxe o vazio, como alguns afirmam, ou...  Se esse vazio já existia e as pessoas condenaram a modernidade por não aceitarem a confusão interna e a solidão em que se encontram.  A busca de uma felicidade eterna e desenfreada, o estar sem ser, a descomedida aquisição material, o falta de cuidado com o que se adquire (os descartáveis)... A transferência doentia de parceiros... Estamos nos esquecendo de que relacionamentos exigem cuidados, que a perfeição é algo inatingível, que nossas ilusões podem adoecer quando realidade é o que nos sobra. Hoje, me sinto ultrapassada... Valores enraizados parecem não fazer nenhum sentido, anseios de simplicidade parecem tão ou mais distantes que a aquisição de um bem material de altíssimo valor. Confesso que algumas vezes, já não consigo emitir o mesmo brilho no olhar, que o sorriso anda meio desvanecido e por alguns momentos, sinto-me uma estrangeira que parece não se fazer entender. Contudo, estou farta de esperança...  Talvez, por conta da fé apreendida, pela experiência inevitável, por testemunhar a vida, sentido-a...  provocando contextos de mudança através de uma prática quase coerente ( às vezes, a dúvida me conduz à ponderação, o cansaço interrompe temporariamente a trajetória, a tristeza me visita sem fazer morada). É a  esperança... Essa utopia de felicidade possível, de vida simples, de travessia diária, de crença na evolução do Ser, de análise histórica do quanto “homens e mulheres” já foram e ainda serão, de inspirar-me nos grandes missionários do mundo (pessoas que transformaram através da retórica, da ética, do Amor e da paz!)... É assim que sigo! E quando o coração aperta, entrego-me  ao silêncio, faço uma prece, comprometo-me com a serenidade e procuro escutar meu coração!

19 de set de 2016

Abstrato


As pessoas não são somente o que desejam ou o que delas desejamos...
Toda história para se romper exige maturidade e labor.
Não se recomeça um caminho, alastrando estilhaços de mágoa e dor.
Quanto mais ponderado se é... Mais se reflete!
Quanto mais se ajuíza... Também se consome...
Promessas de mudanças internas são vagas, quando o “homem velho” ainda controla o inconsciente.
Qualquer brecha... É ele que insurge...
E quem observa, tem a impressão que todo esforço foi em vão.
Essa abstração de uma poetisa pensativa
Perdida em ambíguas reflexões habituais
Apenas reflete as arestas da vida...
Vida de quem verdadeiramente existe
Infere, discorda e distraí...
Admitindo que o caminho prossiga
Semeando canteiros de flores
Molhando-os com suas lágrimas
Alimentando-os com seus anseios.
Tecendo um verídico desfecho

De quem crê que para todo destino há um eixo.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

9 de set de 2016

Ciclo de vida

No centro de um jardim, rosa rubra
Imponente e impotente diante da realidade
Ornamentava o espaço que ocupava
Exalava perfume, alimentava os olhos.
Espinhos nunca a incomodaram
Habituou-se...
Compreendendo-os necessários,
Entendeu que a protegiam
Na manhã fria, gotas de orvalho
Umedeceram-lhe as pétalas
Aquecida por uma luz que não compreendia
Permitiu-se conduzir-se pelo vento.
Floresceu o quanto pode
Perfumou o quanto quis
Serviu... nada esperou...
Observou suas pétalas frágeis
Sofrerem a ação do tempo... do vento... das circunstâncias.

E entregou-se a um interminável e inevitável ciclo de luz!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

8 de set de 2016

Diversidade

O que você nunca pode... 
Outros fazem...
Limites são impostos por nós mesmos.
Classificações são visões restritas de uma realidade diversa
Enquanto você reclama... outros caminham...
Oferecem-se a luta, enfrentam obstáculos.
Desconhecem impossibilidades
Diante do inevitável... 
Recria-se.
Ultrapassam-se limites... Não os reconhecem.
 Diante da vida... apresente-se vivo!
Ofereça sorrisos, enriqueça caminhos.
E se por despeito o preconceito lhe visite
Convide-o a seguir evoluindo
A cada ser vivo, matéria devida.
O que se parece é o ínfimo do que se é
A alma que grita presa, retida.

Só resplandece nos que ornamentam a vida de luz.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

16 de ago de 2016

Equívocos

     
        Atrás dos conceitos que passam a dar forma à vida, existem grandes equívocos que só acontecem porque cada um compreende como lhe convém. Por isso, algumas vezes cometemos grandes enganos, professamos e julgamos, generalizamos e distorcemos.
      Ocultamo-nos por detrás dos bastidores de nossas desculpas e levamos décadas, séculos, existências inteiras... Para compreender que, algo que imaginávamos ser verdadeiro, consistia-se em passageiro e frágil. Não sei... Se talvez observássemos mais, sentíssemos mais, racionalizássemos menos...
      Como as traições que vivemos... De amigos, de parceiros, de pessoas que aparentemente, acreditávamos que jamais pudessem nos ferir... Quanta inverdade! Como esperar que alguém que se encontra em um processo evolutivo, não seja capaz de cometer erros?
      O fato é que quando acontece sentimo-nos escoriados... Cristal quebrado, alma dilacerada, orgulho ferido... Não importa o nível... Se físico, se ideológico, se ausência, se emocional... Toda deslealdade deixa rastros de dor. Sensação de tempo perdido, inconstância de sentimentos, desalinhos...
      Quando não se tem discernimento... Discute-se, abomina-se! Quando a alma, mesmo que dolente, consegue manter a serenidade... Avalia-se e reestrutura-se... Nova jornada... Nova peregrinação... Recomeço!
Não nos cabe julgar... Perdemos tempo quando buscamos atingir o outro! O importante é agradecer o aprendizado e seguir.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer


4 de jul de 2016

REFLEXÃO INTERNA

Inverno...
O frio desperta lembranças...
Há muito parece não sentir
Nem as palavras que antes fluíam
Nem os anseios que incomodavam...
Nada...
Estranho quando o silêncio
Insiste em permanecer como alternativa
Sensação de sufoco interno
Expressão sem vida
Elaboração morosa de destino incerto
Aspirações quase ínfimas
Esperam o passar das horas
Dias a fio de uma mesma história
Aspirações paralisadas
Aguardam estímulos externos
Equívoco que se comete
Quando não se percebe
O que impulsiona, dirige e estimula...

É a força interna que adormece em ti.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

8 de mai de 2016

Ser mãe

Algumas pessoas não entendem o motivo de tanta dedicação e, quem me conheceu antes, destinada á profissão e aos estudos, talvez se surpreenda ao perceber-me tão mãe. Foi assim desde que minha alma pediu à deles, sabia que iria me entregar. Conscientemente escolhi ser mãe e, na verdade sempre soube o quanto isso significava. Afastaria por um tempo alguns sonhos e os envolveria de atenção, amor e carinho. Foi assim... Os coloquei a frente dos meus interesses individuais e assumi, sem temer, a maternidade. Os três cresceram e crescem. Hoje são três adolescentes... Conduzia-os ainda bebês aos ensinamentos do Cristo e percebia que apenas despertava-lhes o que já conheciam. Preparei com carinho cada refeição, as mochilas para a creche, os materiais escolares que sempre estavam completos, os lápis apontados (eram muitos...), os uniformes limpos, os aniversários em que ia para cozinha e preparava tudo, com a ajuda de meu marido, que ficava responsável pela ornamentação. Quase não precisaram ir ao médico... Permiti que brincassem com a terra, subissem em árvores, vivessem... Como educadora e mãe, corrigi quando necessário... E, na maioria das vezes, os fazia sorrir com comportamentos engraçados e infantis (criança que nunca permiti que se perdesse dentro de mim). Os acompanhei e acompanho em suas dúvidas e circunstâncias, confiam em mim... Os ensinei que sou mãe e amiga, mas sempre deixei claro que para ser mãe... Orientar, cuidar, educar e amar verdadeiramente, algumas vezes é preciso dizer não.
Cada elogio que as pessoas fazem (e são muitos), me oferece a certeza de que, como ser humano, posso ter errado inúmeras vezes com a intenção de acertar, mas empreendi... exerci com persistência a tarefa de educar.
Maiores que eu em tamanho, sabedoria e bondade, ainda pulam no meu colo, me abraçam e beijam o tempo que estão por perto e dizem que me amam em número e intensidade. Sei que um dia seguirão caminhos diversos, é saudável que assim seja... No entanto, também sei que os laços de amor que estabelecemos, nos permitirão à proximidade mesmo que em caminhos diferentes.
Agradeço ao Senhor da Vida todos os dias por essa experiência de amor indescritível...
Que Jesus abençoe e proteja todas as mães e, em especial, a minha mãe que ensinou o verdadeiro significado do Amor!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer




28 de abr de 2016

Inquisição


Descortina-se a alma,
Investigam-se sentimentos
Poucos estrondos, muitos rumores
Induzidos pensamentos...
Todo aquele que busca conhecer-se
Percorre caminhos
Quase sempre sozinho
Intensos, complexos, incertos
Trajetória que pede crescimento
Declínio de memória, algum esquecimento...
Renovação, renascimento.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

20 de abr de 2016

Escolhas


Entre calmarias, tempestades, tropeços e constâncias...
Segue a vida conduzindo-nos
Dias de sol e de chuva
De risos e lágrimas
De dúvidas e nenhuma certeza
Tece o tempo instâncias nem sempre atendidas
Nele navegamos...
Em algumas circunstâncias, conduzidos pelos desejos.
Outras...  
Entregues aos vendavais
Inertes...
Aturdidos pelas turbulências da vida.
De tudo que se leva
Apenas o que sente...
Construções erguidas pelo que se absorve

Pode-se tombar, desistir, ruir...

Há de se erguer, prosseguir, fluir...

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

12 de abr de 2016

Topor

Há dias arrisca-se a traduzir o que sente. Não há palavras, nem escritas... nem faladas, somente pensamentos distantes e uma sensação de amortecimento da alma. Incomoda-se ao perceber que o que antes lhe era essencial, tornou-se insignificante; que os sentimentos adormeceram e que não se consegue encontrar o eixo, o motivo que desperte aquele desejo incontrolável de busca. Situação morna resultante de inúmeros desencontros, de frases não ditas, de anseios arquivados, de costumes indevidos. Aquele encanto por caminhos desconhecidos, o sorriso aleatório e o olhar transgressor foram substituídos por um longo silêncio sem nenhuma veemência... Busca-se não parar, não pensar, não remexer o que foi devidamente legado ao passado. Negação intermitente de imperativos que jamais se cumprirão. Demandas que se retomadas provocariam oscilações internas e externas. Há processos pessoais de construção histórica que necessitam de temperança, prudência em relação às escolhas, abnegação para que o contexto coletivo se harmonize.

5 de abr de 2016

Metamorfose

O que muda internamente? Aos poucos tudo. Percepção de travessias, ainda mornas, ainda alimentadas pela taciturnidade, ainda reflexão. Vácuo e doloroso incômodo no plexo cardíaco, esforço de concentração, busca... De quê? Certamente não se sabe. Quando já dominamos os instintos, os impulsos, as instigações externas... Silenciamos e começamos a compreender o que nos pede a alma. Os gritos, antes surdos passam a ser decodificados e, aos poucos os que não percebiam o incômodo começam a se impressionar... Sem palavras que expliquem ou argumentos que lhe sirvam, segue...

29 de mar de 2016

Conto Cotidiano I

Sorrindo como um louco, ele atravessou a rua sem observar os veículos. Parecia estar em um estado de transe interminável. Ouvira, logo cedo, que era sábado, era preciso aproveitar o dia. Correr, caminhar, sair... A voz da locutora povoou seu cérebro cansado. Havia trabalhado, como sempre. Chegava o final do mês, por ironia, o mês onde se comemorava o trabalho. Sua conta no vermelho, seu dinheiro escasso, sua vida pobre e vazia. Aquele chamado parecia influenciá-lo a continuar sem pensar, sem sentir... Continuar por continuar. Passo cambaleante, olhar alheio, vazio interior crescente, demandas de vida sem a correspondência necessária. Não chegou a terminar o trajeto. Seu corpo, caído... Ideias confusas... Parou para descansar em plena avenida.

... Vivemos em um mundo de ditaduras. De alguma forma, de qualquer maneira... ás vezes somos obrigados a parar!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

17 de mar de 2016

Gentileza

Seja cortês em qualquer circunstância... Ofereça “bons dias” a todos...
Os que absorverem as vibrações seguirão renovados, impregnados de bom ânimo.
Os que não observarem ou não desejarem sua cortesia... Ore por eles...
Abrace sem distinção... Cabe ao ser humano distribuir energias revigorantes
Lembrando que quem doa, mais recebe.
Contudo, se alguém não se disposição a acolher o afeto sincero... Redistribuía e caminhe.
Há inúmeras pessoas que necessitam de sua atenção!
Serve, caminha e confia!
Existem indivíduos que são como cactos
Belos, repletos de espinhos, preferem não ser tocados, machucam...

Cabe ao Amor, aguardar e acatar que o fruto amadureça.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

16 de mar de 2016

Instantes

O vento sussurra remexendo lembranças
Hoje, longe dos olhos...
Resta-me silenciar o desejo e seguir sem tua presença.
Inserida e distante em mundo que exige presença constante
Percebo, na suave brisa, o frescor de tuas mãos atentas.
Distantes... olhares, palavras...
Atitudes demarcadas na alma um tanto cansada.
Dúvidas pertinentes, insistentes...
O silêncio, a espera, o entorpecimento dos dias
As lições do caminho apreendidas
Outras tantas, esquecidas por conveniência
Passado o instante de entrega, sentimento...
Resta-me caminhar às cegas
Na procura do que desconheço
O vento, o som, o tempo...
Presença etérea, discreta e serena
Sustentam-se os dias
Passageiros somos desse movimento
Vento que me leva...
Doce vento!
Me lembre outras vezes
De parar o tempo...

10 de mar de 2016

Direito à diferença

A vida pede mudanças, todos os dias a natureza se transforma e, aprendemos que a renovação é necessária, contudo, existem alguns conceitos que precisam ser preservados para que o Ser consiga harmonizar-se com o meio em que vive.
Vivenciamos uma época de mudanças de paradigmas, rupturas... precisamos nos prevenir das atitudes impensadas, dos conceitos deturpados, do incentivo à correria dos dias e, o pouquíssimo tempo que nos dispomos a pensar.
Isso tem se apresentado no consumo desenfreado, nas atitudes de violência aceitas com naturalidade, nos conceitos de dignidade e honestidade observados como algo sobre-humano, nas delações premiadas que aceitamos e transformamos réus em heróis, nas opiniões que não se formam por conhecimento do processo Histórico, da influência absurda da mídia, hoje, muito mais próxima e disponível, que modela opiniões e aliena. Tenho medo que a geração vindoura perca a vontade de ser Agente, de ser crítico, de não acreditar que à condição humana exige que o Ser raciocine, seja autônomo e, ainda assim, pertença e atue em um grupo, comunidade, país... Com o desejo de ser coletivo.
A corrupção no Brasil vem de longa data, antes sobrevivia pela conveniência, pelo acordo de “cavalheiros”, pelo desejo de favorecimento próprio, pela impunidade. Na escola, quando algum colega denuncia o outro, educadores conversam e ensinam que os dois lados precisam pensar: um porque transgrediu regras...  outro, porque apontou o erro; um precisa ser corrigido, orientado... o outro, precisa centrar-se na observação minuciosa de suas próprias atitudes, não existe “delação premiada”.


Desejamos a liberdade de expressão, o respeito às diferenças... mas, vivemos em uma época onde o pensar diferente, se tornou crime. Em momentos de crise, em um regime “democrático”, temos o direito e o dever de refletir. E que as diferenças se sobreponham aos achismos, autoritarismos e a leviandades!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

9 de mar de 2016

Sempre presente...

O presente se parece com uma flor que desabrocha ao amanhecer...
Temporário, belo e digno de ser observado.
Visto de perto é grandioso!
Olhares e corações estacionados no passado...
Pouco ou nada evoluem
Distanciados pelo desejo de futuro...
Raramente percebem... Nada constroem
Inspire-se nas lições do dia
Envolva-se com as situações que vivencias
Agradeça pela dor, pelo amor
Sustente-se na fé, siga...
Presentes estão todos os presentes do tempo presente!

Wanderlucia Welerson Sott Meyer

4 de fev de 2016

Carta de Amor

Eu não queria ver lágrimas nos seus olhos, mas não posso impedi-las de cair. Posso apenas te oferecer colo e a certeza de que estarei ao seu lado seja qual for a sua escolha. A realidade quase sempre é dura e o sonho ameniza o caminho. Já estive no seu lugar... Pensava poder tudo e desejava infinitos. É preciso sentir! Hoje, me encontro no lugar de mãe, orientadora, educadora que ama... E nem é preciso lhe dizer o quanto é difícil... Descobri que não posso transformar o mundo, mas tenho o dever de me transformar; descobri que a trajetória nem sempre me oferece o que eu almejo, mas o que preciso; descobri que com o tempo desejamos apenas ter serenidade e que os bens que necessitamos são tão poucos e tão próximos que algumas vezes não os percebemos. São ínfimas descobertas minhas... Você descobrirá as suas... O que posso fazer? Sustentar-lhe de amor e acolher a sua alma quando necessitar; Orientar suas dúvidas e entender que nem sempre terei todas as respostas; caminhar ao seu lado, observando, protegendo sem interferir em suas escolhas e decisões. Deus, como tudo isso é complexo! Aos meus olhos você ainda não cresceu... E o instinto de protegê-la ainda grita dentro de mim. Perdoe-me! O que lhe desejo? O que sempre desejei desde o momento em que senti que sua presença em minha vida... Sempre senti! Seja feliz querida! Escolha o que vai lhe oferecer alegria... Mas, lembre-se que sempre existirão contratempos, circunstâncias inesperadas e também escolhas indevidas... Tudo isso faz parte da vida! Aprenda apenas a retirar das experiências o aprendizado e recomece todos os dias. Estarei sempre ao seu lado... Sentido, acolhendo, compreendendo e ofertando-lhe o colo de mãe e amiga... Mais mãe do que amiga... porque assim precisa ser. Amo-te incondicionalmente! Obrigada por me ensinar tanto... Observo-lhe amadurecendo e sei que não há o que temer... Você saberá o caminho.



Wanderlúcia Welerson Sott Meyer