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Mostrando postagens de Abril, 2010

PRESENTE DE AMIGO

VIDA INCONDICIONAL

Entrego-me ao silêncio procurando respostas tão óbvias quanto à vida! Nada posso sem levar em conta o acaso. Se somente metas nos conduzissem, estaríamos limitados aos nossos pequenos e superficiais desejos e deixaríamos de viver emoções, momentos e sentimentos dignos de serem recordados. Não é o caos dentro de si, é a certeza de que nas surpresas e descaminhos proporcionados pela casualidade encontramos respostas. Redirecionamos e reedificamos. Um complexo e intrincado processo, que de tão imprevisto, mistura-se a magia da vida. Não somos conduzidos. Nossos desejos internos, aqueles que ocultamos e desconhecemos, transbordam a energia necessária à transformação. Um processo inevitável que pode ou não ser aproveitado. Está sujeito apenas a forma como o percebemos e enfrentamos. Muitos não se dão conta dessa magia e entregam-se a queixas ou estacionam suas energias no que acreditam ser uma lesão irreparável. Assim como a natureza se modifica gradativamente e de forma harmônica, porque endur…

Páginas de Vida

Páginas de vida.

Ando como quem busca respostas em páginas vazias. E o que são os dias senão páginas em branco, onde reescrevemos e reeditamos histórias? Não posso ficar pressa o passado e o futuro ainda me assusta. Mas, caminho... Essa é a minha certeza... é preciso seguir. Não quero que as páginas de minha vida passem em branco e prefiro viver cada minuto em erros e acertos do que me permitir parar.
Sigo como água corrente em direção ao mar... Transformando rochedos em pedras pequenas; espinhos, na mais pura magia que me oferecerão forças para ornamentar o mundo.Wanderlúcia Welerson Sott MeyerPublicado no Recanto das Letras em 27/04/2010
Código do texto: T2222186

Reflexão Feminina

Era uma vez...
Assim começam as histórias de sonhos, fantasias e esperanças. Certamente, todas as histórias de infância. Quando crianças o que mais fazemos senão idealizar, fantasiar realidades, transformando seres humanos em heróis imbatíveis, pequenos casebres em castelos, sapos horrendos em belos príncipes, megeras em damas acima de qualquer suspeita. Era uma vez... Uma menina que nascera em pleno outono. Em tempos conturbados, família simples e que era diferente das outras porque nunca acreditara em príncipes. Queria que a ouvissem, opinava até no que não lhe dizia respeito e vivia causando muita confusão por isso. Perguntas, dúvidas, poucas respostas. Quanto mais lhe negavam, mas ela queria. E crescia... Como um patinho feio, sentindo-se rejeitada, mesmo que não fosse. Querendo conquistar o mundo, mas era somente o seu mundo. Tornando-se uma adulta precoce, negando desde cedo suas reais vontades, desejando provar algo para... sabe-se lá quem... Mas, ela queria! Vivia dizendo verdade…

Refletindo valores

Permanecem em mim, o amor e a fé que tão bem me ensinaram. Mesmo que adormecido e por muitas vezes incompreendido, entregue ao cansaço da luta árdua e diária, permanece a palavra, o gesto simples, o afeto sem exigências, a felicidade ingênua, alicerces de quem sou.
         Permanece e permanecerão, os valores acima da crueldade, insanidade humana apresentada pelos telejornais e revistas, como se ações valorosas, pessoas espiritualizadas e generosas não mais existissem. A destruição do homem pelo homem, a ascensão do prazer efêmero, a busca incansável do amor com olhos da paixão cega, a difusão da dor com sarcasmos e intolerância, tolerada e psiquicamente energizada, aceita e proliferada por nós mesmos. Julgamos, condenamos, penalizamos e nos prendemos ao sofrimento.
       Permanece a esperança! À necessidade de não vendar os olhos às injustiças, à crueldade e ao medo que estanca. Pessoas que nem ao menos acreditam em si mesmas e que se sentem onipotentes, consideram-se maiores que Deu…

Perdoe-me

Perdoe-me
Traduza por favor o que atormenta, A perda ou o não saber o que fazer agora? Alguém me responda, Se é que respostas existem, Quando acabará essa dor? Já não dá mais para tirar conclusões apressadas, Parece que a vida interrompeu-se Parou a beira de um enorme precipício Agora só existem dúvidas! Perdoe-me... Não é falta de fé. É cansaço! Não é descrença. É medo! Não é que eu não saiba mais o que desejo. Não consigo me erguer para seguir! Perdoe-me, Não deixei a luta Nem pretendo fazê-lo! Só estou esgotada... Permita-me descansar em seu colo amigo! A chorar todas as lágrimas Sem ser consultada pelos porquês que não auxiliam A viver o meu silêncio E do silêncio, ouvir de sua boca, Sem proferir uma só palavra... Estou com você! Confie em mim! Estarei ao seu lado, Não mais para lhe sugar as forças Mas, para traduzir seus anseios Afagar seus cabelos Enxugar suas lágrimas Entender seu pranto! Sentindo-me acolhida Nos braços que não apenas me desejam, Mas, me abrigam. Me perdoe... Se…

LIBERDADE

METÁFORAS DA VIDA

Navegar por entre icebergs gigantes, considerando a vida como um contrato de risco que precisa ser levado a sério sem que o bom humor desapareça. Caminhar entre espinhos com os pés descalços, deixando que do sangue saiam às impurezas e mazelas que interrompem a jornada. Vagar por desertos onde só se encontra solidão e medo, na certeza de que os oásis são as ilusões que cultivamos e que nos conduzem a esperança. Perder-se por entre florestas fechadas, correndo perigos que assegurem o quão forte se pode ser quando não se é neutro, conformado, acomodado... Vivendo de uma falsa segurança que estanca e cega. Ser intenso, trazendo no corpo as marcas das dores, precipícios, tropeços e enganos... Profundas cicatrizes que nos auxiliam a evolução.Wanderlúcia Welerson Sott MeyerPublicado no Recanto das Letras em 08/04/2010
Código do texto: T2185326

GOSTO DE VIVER!

Gosto de flores
De pessoas que exalam perfume ao sorrir
Paisagens
Crianças e sinceridade.
Idosos e sabedoria.
Gosto da simplicidade
Amizades que tocam a alma
Entendem um olhar
Acariciam sem tocar
Gosto de brincar com as palavras
Transformando-as em sentimentos
Formas e figuras
Que traduzem mais do que lamentos
Gosto de sentir, sorrir,
Falar, conhecer, amar!
Mesmo que ninguém entenda!
Gosto do que me prenda
Deixando-me seguir...
Vida livre!
Pensamento solto...
Absorto e distraído
Descuidado...
Contemplativo.
Gosto de tudo o que traduz afeto
Sentimento dileto
Que conduz ao incerto
Falsa segurança
Perdas e lembranças
Gosto de VIVER!


Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

As dores da alma

A alma deveria ser leve
Branda, afável, amena.
Como o movimento harmônico.
Asas de uma borboleta!
Transportamos para dentro de nós
Ressentimentos e aflições
Os anos transcorrem
Sentimo-nos sobrecarregados. Ao invés de nos desprendermos Gradativamente da massa física Que nos fixa a Terra É a carga opressiva que nos atém ao solo. Esquecemo-nos que o corpo é passageiro Nosso espírito pede liberdade! Pensamentos negativos que cultivamos... Lamentos passados que não se distanciam... Dores que se transformam em chagas profundas... Escolha nossa! Só percebe a Luz Quem se mantém de olhos abertos Braços estendidos para a Vida! Não há nenhuma dor que seja eterna. Somos criados pela Perfeição E para ela caminhamos... Cada qual há seu Tempo!


Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras