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Amor e liberdade

AMOR E LIBERDADE Quando você chegar,  Venha lentamente Como quem quer tudo.  Saiba ser...  Deixe-me ser... Ande por si mesmo Deixe-me trilhar os caminhos que escolher,  Embora, não queira ficar sem você. Fale-me do que pensa  Do que sentes Deixe-me expressar  O que transborda em meu ser. Chore, quando for preciso. Reclame, se não te der abrigo. Faça-se minha inspiração  Ajude-me a edificar o nosso amor  Liberdade e paz... Sorria...  Isso nos fará mais fortes. E... Quando você se for,  Se um dia precisar partir... Se eu chorar,  Perdoe-me... Não chorarei a perda,  São apenas lágrimas... Felicidade de ter te encontrado. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Reminiscências inconclusas

REMINISCÊNCIAS INCONCLUSAS As ondas ensinam-me a continuidade Idas e vindas intermináveis Todas diferentes e instáveis. Sei da vida o que ela mesma me ensinou E somente o que desejei aprender Há ensinamentos reservados Outros descartados Outros ainda... Permiti que de fossem levados De nada me serviram... Todas as lembranças Pedaços de equívocos Vistos através de olhos tolos. Digeridos por um espírito eterno. Traumas são verdades Ocultas de nós mesmos. Ficam como fantasmas Não as apreendemos. Fatos que fixados são indigestos Precisam ser relegados. Empregaria inúmeras reticências Ao falar daqueles que marcaram. Reticências... Servem-nos para dizer o não dito Revelar nas entrelinhas O que não ousamos dizer Não suportamos saber Não desejamos admitir. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 26/06/2011 Código do texto: T3058754

Libertação

Libertação Ser sensibilidade Sem perder-se em falácias Certezas que não existem Descasos que persistem Dúvidas ocasionadas Verdades que nos são nada Auto proteger-se de malogros De mentiras Não permitir-se envolver No que lhe subtrai o Ser Em essência... Não ater-se as aparências Dar de si o necessário Se imperativo for Dispensável é negar-se O direito de Ser feliz Mesmo que seja arbitrário Constitua-se o teu próprio juiz. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 26/06/2011 Código do texto: T3058378

Medidas de amor

  Medidas de amor Na medida em que os sonhos se perdem e as desilusões aumentam, vamos criando escudos e couraças que nos permitem enfrentar a interminável batalha evolutiva, sem nos abater. Envergadura de fé que se adquire através da Palavra. Das preces que, quando sinceras, elevam-se ao Criador, e que são alicerces de renovação. Dos sinais que, mesmo encobertos por lágrimas, podem ser sentidos e traduzidos em esperança. Na medida em que as dores são transferidas, transformadas e transmutadas em desejos de vida, sublimamos e consentimos a transfiguração de nossa existência... Transição necessária à evolução do Ser! Não sem tribulação, sem pranto... Sem a dilaceração interna que se experimenta quando o que sangra é a alma. Na medida do Amor, na medida de Amar sob a medida de Amar-se. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 22/06/2011 Código do texto: T3050709

Sinônimo de fé

Fé não se mensura, é o que sente quando o que sobram são lágrimas e a vida nos prova através da dor. Quem se acredita distante de perturbações apenas passeia pela vida, muitas vezes desconhecendo aos outros e a si mesmo. Só quem aplica com intensidade o dom da Vida sabe o quanto é magnífico o sentimento que nos sustenta e que nos auxilia a iluminar a esperança. Ouvi de uma pessoa que minha fé assombra... O que me realmente me assombra é o medo, a desilusão, o desengano. Ter fé é uma questão de sobrevivência em uma atmosfera tão impregnada de violência e desamor. É perceber além dos vidros embasados das janelas da alma que existem possibilidades de reconstrução, que tudo é recomeço, que evoluir é um processo que a natureza ensina silenciosamente, sabedoria de recriação. Não me importam mesmo quantas dores, quantas revezes, quantas lágrimas... Nada será capaz de me destituir a serenidade. Sei que tempestades passam, assim como já aprendi com a sabedoria popular que nos vale mais o te...

Amor terno e eterno

Amor terno e eterno Deveríamos namorar eternamente, sem o compromisso estreito do cotidiano. Traduzir nos olhos o amor que sentimos; nos gestos, a alegria de estar ao lado. Cuidando carinhosamente do outro, como se fôssemos plantas em eterno estágio de germinação.  Depois    de um tempo de convivência, a intimidade nos afasta. Tão contraditório dizer isso! Como depois de conhecermos e sermos conhecidos pela pessoa com a qual vivemos e convivemos diariamente, poderíamos nos sentir tão distantes? Há muitas justificativas para isso, o tempo, o dinheiro ou a falta dele, o hábito e, a pessoa que está ao seu lado deixa de ser aquela que um dia lhe despertava instintos e desejos. Tornam-se amigos... isso, quando conseguem se tornar amigos, porque há casos em que o ódio, o desrespeito e a opressão, passam a falar mais alto que o amor. Deveríamos nos apaixonar diariamente, como naquele primeiro dia em que os olhos se entorpecem, o coração dispara, o abraço traduz o desejo de se ...

Conto amoroso cotidiano

Conto amoroso cotidiano Ele proferiu que a queria e de tão só, desejando amar, ela se compôs de alegria, permitindo-se sentir. Era tarde... Não tão tarde como pensava ser. Afinal, a natureza ensina que o entardecer é promessa de novo dia, certeza de amanhecer. Ele confessou seu sonho, aspiração antiga de ser amado. Ela, entregue a uma carência definida que a consumia, pôs-se a vislumbrar histórias adormecidas. Ou seriam Estórias, dessas que não se encaixam com a realidade, escondendo-se na fantasias dos amantes, não desavisados, no entanto, desatentos. Ele lhe afirmou que a amava... Ouvir tal melodia é como fertilizar plantas sem viço. A falta conduz à morte, o excesso entorpece, permitindo que o “vegetal” ofereça o melhor de si, extirpando toda sua força e beleza e, esgotado de tanto servir, encerre sua vida brevemente. Ela se esqueceu dos dardos antigos que ainda lhe causavam dores. Resplandeceu! Entrega absoluta de si, perdeu-se no outro. Ouvia que a espera, mesmo...

Medo

Medo de ser De ter e reter De querer e se perder Medo de esquecer De sonhar sem realizar De estar sem desejar De inquirir com o olhar Medo de se encontrar De fato ou imaginário Real ou simples cenário Medo da entrega... Cega! De não mais ter ilusão De provocar emoção Medo da remoção De passados submersos Medo dos insucessos De fracassos tão diversos Medo da solidão Por vezes, tão necessária... Medo de ter desejos De ter uma vida precária Medo de se esquecer De não se saber De não perceber Quem realmente se é! Medo que sempre invade Desde as remotas moradas Medo do que não se sabe Medo da entrega esperada Temo já não ter medo Já que com ele convivo Se não se sente medo Vaga-se livre... Perdido! Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 11/06/2011 Código do texto: T3027856

Pensamentos dispersos

Tempo frio, Umidade sonora que transparece toda a lucidez aparente Ser humano em construção frequente Ilude-se que se pensa ausente Dessa difusão ardente de ideias consequentes Incertezas... Todas as palavras que se põem à mesa Vão com o vento, suspiram improváveis dúvidas Soam como lamentos imaginários, desconexos Discordantes e perplexos Pensamentos... Esses , não se importam com o tempo Seguem... Não sob forma de harmônico lamento Resultado de discernimentos Pretensão de coerência, Segmento ... Retalhos coloridos que se dispersam Contratempos... Ilusória sensação de sensatez Só pensamentos... Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 01/06/2011 Código do texto: T3007036

Sentimentos que bailam

Todas as notas que soam de tão suave melodia Envolvem-me o ser. Gostaria de gritar ao mundo segredos  Que de tão meus   Solidificaram... Cada nota, tranquiliza-me a alma  Afirmando verdades que esqueci, Desejos que neguei, Oportunidades que não voltam. Como bailarinas, Esses sentimentos...  Apossam-se dos pensamentos que guardo Dançam livres... Junção de anseios que acalmam e dignificam.   Os pássaros parecem entender a melodia, Com ela, as dúvidas que assaltam a alma. Se de certezas vivêssemos   O que de fato aprenderíamos? A música suave, A flor que desabrocha no jardim, Rosa vermelha, rubra, quase negra Desperta para vida! Com a consciência que mesmo que pouco dure Cumprirá o seu papel Sem lástimas, dores e mágoas Presta-se a beleza! Veio para servir o mundo. A melodia expande e acalma Os pássaros ritmados cantam A ros...

Inspiração perdida

Inspiração perdida Busco a inspiração Parece que mudou temporariamente Poeta que não se inspira, encontra-se travada Estrada de sentimentos obstruída. Assim pareço estar... Sinto-me segura por trancas que me rendem Umas imaginárias, outras tão reais como a própria vida Não há desilusão, não deixei de sonhar... Há algo que me cala Física e energeticamente Muda, momentaneamente, Reviro pensamentos. De tão atordoados, os nego Preciso esquecer! Deixar de ver! Rever... Esperanças, alegrias, lembranças Heranças, amores e perspectivas Todas as dores e lágrimas De um coração de mulher que sente Pressente e clama pela liberdade! Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 28/05/2011 Código do texto: T2999814

CERTEZAS DUVIDOSAS

Certezas duvidosas Muitos dias e nenhuma escrita Embotamento interior Fatos submersos que incomodam Dor... Alguma... Muita! Indefinível estado de Ser. Pedem-me calma... Resigna-te! Vende os olhos e esqueça. Ao menos, temporariamente. Rogam-lhe paciência. Muito se pede para a alma opressa Impotência, medo... Dias em que a fé sustenta A palavra cala A voz parece desaparecer. Prisão instituída pelo saber. Tão própria aos que procuram Tanto engano ao desvendar o oculto Sinais que confundem à realidade Fervilham desconexas idéias Não se sabe o tempo! Não cabe o lamento! Necessário ser... Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 27/05/2011 Código do texto: T2996256

Casa da alma

Era uma casa antiga, muito a ser feito. Quintal sem flores, histórias de muitas dores. Espaço edificado e... Quase morto. Semivida. Muito espaço para pouco encanto. Erva, pombos, barro sobre a terra fértil. Amoreira esquecida, pitangueira que, só, geminará... Em frente um jardim.Era para ser um jardim... mas, o que realmente se via eram minguados pés de roseira e nenhum encanto. Toda morada é o retrato da alma que ali reside e, nesta ninguém morava. Tinha a impressão de que quem antes ali morara, parecia não gostar de vida, da vida... Por mais simples que seja uma morada, por mais singela, é o verde, são as flores que determinam o milagre da vida, à essência das pessoas, a alegria que verte do cantar dos pássaros, a alegria de um exultante beija-flor. Flores que podem ser simples, silvestres ou raras, mas, que exalam perfume, florescem aonde são plantadas. Tenho a sensação de estar descrevendo uma das muitas almas humanas que se abandonam. Deixam de florir, de disseminar perfu...

Catarse

Que meus dedos consigam digitar o que minha alma já não consegue expressar ando confusa, convulsa, lavas submersas transbordam e esquentam-me a alma. Porque me pedem calma, percebendo-me fortaleza, opressa? Tenho pensamentos que se tornam impermeáveis e, contraditoriamente, sensíveis.   Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 13/05/2011 Código do texto: T2968646

Ser mãe

Nada me proporcionou mais alegria do que ser Mãe. Desejo latente que nutria mesmo antes de me tornar mulher. Só não sabia que me tornaria escrava desse Amor... Que no momento em que suas mãozinhas, instintivamente, segurassem meus dedos, me reteriam para sempre! Há mães que geram, mães que acolhem, pais que são mães, avós que se tornam mães. Em qualquer circunstância... é sempre o amor que fala mais alto. Eu não conheço sentimento maior! Amanheço recebendo beijos e abraços. Sorrisos que se não vêm eu os provoco. Paro de fazer o que quer que seja para ouvi-los e, me agacho para olhar nos olhinhos deles e entender essencialmente o que querem dizer. Prometi a eles que lhes darei colo sempre que quiserem e, perdi a conta dos “Mamãe, eu te amo!” que escuto diariamente. Aos olhos deles sempre estou linda, mesmo que tenha acabado de acordar e, assumo que parei um pouco minha vida para vê-los crescer. Essa sou eu, mas não sou única! Quem carrega o sentimento de amor mat...

Tradução poética

Tradução poética A alegria de um poema é a estética Tão ética quanto à junção de palavras Entrelaçando-se Para falar do que todo mundo sente Mas, não expressa Por pura pressa. Roubam-se pensamentos, sentimentos Imagens transformadas a força dos ventos Em lamento, saudade, amor e viagem. A alegria da arte invade por toda parte Puros desejos que ardem Se ainda existissem desejos ardentes Que pudessem ser puros A alegria da poética é libertar-se em expressão Tão próxima a utopia Tão necessária como se conduzia Jamais vazia A alegria do poeta é expandir-se em palavras Oferecendo-nos significados Não ao acaso Sentimentos pausados Ardentes, insanos Agem lentamente a favor do tempo. Alegria de sentir-se tão próximo de si Tão distante de quem lê Expressando como por encanto O indivisível Ser. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Recordações

Em prece me disponho é enumerar as bençãos que tenho recebido nesta existência. Me recordo da infância, do carinho...amor incondicional que recebia, todas às vezes que chorando, corria para o colo seguro das pessoas que me amavam... São lembranças felizes de puro aprendizado. Recordo-me das vezes em que me ajoelhei para rezar o terço com minha avó. Das lágrimas que ficaram presas em seus olhos, enquanto aceitava corajosamente a vontade de Deus. Lembro-me das gargalhadas do meu avó que nasciam de dentro. Seu jeito culto e inteligente de vislumbrar a vida. Quando algo acontecia, ele dizia : “podia ser pior”.Na época eram só palavras...hoje, sei que tudo realmente pode ser pior. Cada um, na sua forma de amar, transmitindo o que seria necessário. Aprendi a ver a vida com os olhos do amor! A amar verdadeiramente meu semelhante, a me importar com as pessoas, a sofrer junto e enxugar lágrimas, a ouvir, analisar, ponderar o que for preciso e a ter fé. Essa última, me serve de ...

Sóbria

Basta-me a tradução de uma dor,  Para que todas as outras cresçam como ervas daninhas.  Destituindo todas as esperanças que ainda possuo. Viver sombriamente por detrás dos desencantos.  Desvencilhar da felicidade que almejo,  Abdicar, como uma falsa heroína dos sonhos Que de tão simples tornaram-se inatingíveis Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 27/04/2011 Código do texto: T2934686

Ressurgir

Ressurgir... Quando Jesus se colocou entre nós, nos deu a primeira grande demonstração do seu Amor! Crescendo entre os homens, ofereceu-nos a receita para que pudéssemos evoluir. Quando morreu, através da insanidade e desejo de poder dos homens, nos deu a vida para que compreendêssemos a grandiosidade de sua doação. Quando “ressuscitou”, apresentando-se eterno, nos ofereceu a lição do Amor Maior, a continuidade da vida, o renascimento em Cristo! Deus nos oportunizou a convivência e os ensinamentos necessários através de Jesus... Milênios depois, ainda nos encontramos distantes daquele amor que já deveríamos ter aprendido. Mas, continuamos a nos sentir verdadeiramente amados por Deus, que diariamente, nos convida a RECOMEÇAR, RENASCER... Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras Código do texto: T907558

Belo

É manhã, O Sol aquece minha alma O tempo pede calma Incoerência exercida pelo desejo Esperanças de tudo que almejo Ilusões que nascem como um lampejo O vejo onde não te encontras Como a inconstância das ondas Limito-me a dizer que sondas O que acalenta meu coração Não pressuponhas o que sabes Entrego-me em verdade A tudo o que não me cabe Só para poder ter saudade Despertando-me a certeza De que a tua beleza Encontra-se em teu coração. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Publicado no Recanto das Letras em 20/04/2011 Código do texto: T2919865