24 de fev de 2010

O QUE ME CABE...NÃO ACABE...





Cabe o silêncio do mundo
Nos pedaços perdidos pelo caminho
Cabe o instante preciso
Em cada fato de amor esquecido
Cabe o lamento à crença
Desviadas por promessas inúteis.
Cabe no meio de tudo
O nada...
Antes inteiro.
Cabe em cada segundo
Fala
Toque
Olhar
Dizendo o necessário
Profundo
Sem ser insólito
Imundo...
Cabe ou caberia
Se disso,
Houvesse algum sentido.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Publicado no Recanto das Letras em 20/02/2010
Código do texto: T2098450