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Impressões

No mundo passeiam corpos Alguns disformes, outros esculpidos. Alguns entregues ao desleixo, outros consumidos pela vaidade. Passeiam da juventude à senilidade, distraídos pelas aparências. Muitas vezes, unem-se pelo o que veem. Confusos sentimentos misturados a juras de amor eterno. Na desatenção dos anos, abandonam o cultivo dos sentimentos. Paralisam comportamentos enviesados. Envolvem-se em couraças endurecidas Permanecem aprisionados ao peso da matéria densa. Como terra improdutiva... São incapazes de transformar a paisagem que os vestem Em pontos de luz, essência vivida. E voltam a terra, desnudos. Entregam à natureza o empréstimo devido. Espírito, alma, princípio de vida... Denominação insignificante, tamanha importância. O que se leva é o que se é Flores que cultivamos no âmago Aromatizando eternamente o caminho. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Impressão

Ando sentindo... Às vezes, sorrio... Outras... Entrego-me à tribulação. Há saudade, instaurada e sentida. Retida pela remota alegria das retinas Pelo encontro da pele Pelo encanto da fala Pela aproximação que acolhe Do instante perene Na memória, o encanto. No íntimo o ardor. E de novo sorrio... Sem motivo, alheia. E se indagam... “Tolices, são lembranças de amor!” Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Escolhas

Já trilhei caminhos desconhecidos, Restaurei outros quase esquecidos. Enfrentei tempestades, me entreguei a vontades. Racionalizei sentimentos e pensei dominar realidades. Fui protagonista e coadjuvante Senti que não seguiria adiante. Verti lágrimas, estanquei prantos. Conferi aos ventos o destino, desencanto... Restaurei caminhos, muitos desalinhos. Recorri à fé, confiei às cegas. Conferi sem reservas Lapidação de amor! Hoje, mais serena... Nada me espanta... Nesse lago límpido, alma quase em calma. Vejo circunstâncias, alço possibilidades. Aprendi que o tempo, sábio conselheiro, Pede paciência, tempo de ciência, Luz, sabedoria... Quando os ventos vêm, ergo-me mais forte. Escolho meu norte, conduzo-me em paz! Todo esse caminho, mesmo em desalinho... Aprendi com vida... É o que a gente faz!

E por falar em amor!

É interessante como a maturidade nos auxilia na compreensão dos dias que nos são oferecidos pela vida. Já escrevi antes que nunca acreditei em príncipes encantados, tenho a ciência da incompletude do ser e da fragilidade de nossos sentimentos nesse infinito processo de evolução em que nos encontramos. Já senti paixão e permite que ela me conduzisse cegamente e, por alguns momentos de lúcida realidade compreendi que o fogo é finito e que pode nos causar grandes cicatrizes, contudo, também assimilei que é na convivência que edificamos nossas relações, que conflitos podem ser superados, que o respeito pelo outro é maior do que a avalanche de sentimentos que nos sufoca e aprisiona e, que erroneamente denominamos de amor.   Quando percebemos que o que nos incomoda no outro é o nosso reflexo, que qualquer ser humano traz dentro de si questões mal resolvidas e que muitos de nós ainda carregamos a ilusão de que o outro pode nos “completar”, também entendemos que o autoconhec...

Maturidade

Vida

Palavras

Se existissem palavras, descobririas os clamores de uma alma que sempre lhe rogou afeto. Não criarias mundos paralelos, nem negligenciarias o fato de reter sem possuir. Se existissem palavras, seriam resignificadas pela brandura de um coração cansado que sempre desejou o mínimo, almejou o simples, entregou-se por inteiro. Se existissem palavras... Existem... No entanto, acostumaram-se ao silêncio. Esconderam-se... Sufocando desejos, ideias e vontades. Preservou-se a essência e, dos olhos nunca omissos, ainda observa-se o parco brilho, Luz intensa reduzida à ínfima chispa luminosa que, embora sufocada por palavras nunca ditas, cisma em brilhar.

Pontos de luz

Como pontos, pontos de luz Uns brilham mais, outros menos Uns apagam cedo, outros tardiamente Uns iluminam, outros ofuscam-se para que os demais brilhem Ainda outros, fecham-se em caixas Impedem a expansão da luz... Todos brilham e em um dia... Desaparecem, cintilam em outras paragens Transcendem... Pela intensidade da luz Calcula-se a saudade Acumulam-se as perdas Acrescentam-se mais lumes E a vida segue... E a alma pede... Luz! Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Ser mãe

Caminhos

Traçaria caminhos de serenidade avessos à desordem diária. Certamente, conviveria com altos e baixos, alguns desajustes... Nada que lhe desorientasse ou lhe fizesse perder o rumo.  Mesmo que o tempo exigisse paciência, permaneceria no firme propósito de descobrir-se. Voltaria seus olhos para a beleza e despertaria o coração entregando o que de melhor guardava: o Amor.

Caminhos

Esclareça suas dúvidas Antes de lançar seu coração Para caminhos Que não lhe ofereçam o mínimo Necessário para que se sinta seguro. Traduza incertezas em respostas Que indiquem possibilidades. Seja capaz de visualizar horizontes... Entenda que, ao lado de cada porta que se fecha Existem muitas outras  Cabe a você encontrar a saída. Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 11/11/2007

Descobre-se

Esquecer

Alma inquieta

A serenidade anda me visitando Não tenho sonhos de felicidade plena Nem espero muito do pouco que ainda ofereço a vida Ando sorrindo aleatoriamente Chorando distraidamente Vivendo intensamente Perdoando-me verdadeiramente Exercitando a fé incondicionalmente Abraçando deliberadamente Sentindo descaradamente Fato é que apesar das situações adversas De palavras indigestas Da alma inquieta Meu coração faz festa Ando amadurecendo... Wanderlúcia  Welerson Sott Meyer