28 de mai de 2015

Palavras

Se existissem palavras, descobririas os clamores de uma alma que sempre lhe rogou afeto. Não criarias mundos paralelos, nem negligenciarias o fato de reter sem possuir.
Se existissem palavras, seriam resignificadas pela brandura de um coração cansado que sempre desejou o mínimo, almejou o simples, entregou-se por inteiro.
Se existissem palavras...
Existem...
No entanto, acostumaram-se ao silêncio. Esconderam-se... Sufocando desejos, ideias e vontades.

Preservou-se a essência e, dos olhos nunca omissos, ainda observa-se o parco brilho, Luz intensa reduzida à ínfima chispa luminosa que, embora sufocada por palavras nunca ditas, cisma em brilhar.