28 de fev de 2011

Desamor



Não é preciso dizer verdades se a alma é capaz de senti-la.

Não existem segredos quando quem olha é o coração.
Sabia... Sempre soube...
Não eram pequenos fatos,
Ações impensadas, palavras proferidas sem nenhuma caridade.
Desgaste e dor...
Culminando em mentiras absorvidas pelo descaso
Acomodação e solidão sempre presentes
Doente...
E todas as promessas destituídas em atitudes insanas.
Unidade que não mais existiria
Fatos negados e tão reais
Quantos os momentos que deixastes de viver?
Ao lado, presente, ciente do amor que sentia
Desfizeste laços que jamais tomarão forma
Feriste bruscamente a sensibilidade
Destruíste ilusões e sonhos
Provocaste dissabores pela ausência
Presença direcionada a outrem
Senão a quem dizias amar!
O que se apreende do desgosto
É o gosto de querer viver
Novo e diferente amor
Da entrega segura ao lado da verdade
De quem lhe oferece vida
Contrário ao cálice amargo absorvido
Sem desejo, sem sabor
Embebido pela ausência do amor!

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Publicado no Recanto das Letras em 28/02/2011
Código do texto: T2819488