8 de fev de 2011

Daquilo que sei...

Daquilo que sei
Diga-me o que eu não quero ouvir e lhe entregarei lágrimas.
O que pode o Ser Humano querer saber, senão o que lhe ofereça Vida?
Não me contes o que de nada vale.
Não me vale saber o que não quero.
Depois de saber, o que posso fazer com a espera angustiante,
Com a liquidez de tudo que um dia pode...
Desmanchar-se no ar!
Tenho saudades da inconsequente ignorância que antes me movia.
Já não há como voar de forma aleatória
Indicaram-me um caminho de encaixes
Onde uma peça faltará
E, não mais poderá ser substituída.
Não era meu desejo trocá-la dessa forma.
Mas, aprendi, de forma nada serena,
Que no jogo da vida,
As regras que seguimos, definitivamente
Não são por nós elaboradas
Sabe-se tanto quanto nada
E, é melhor que assim seja
De que nos vale saber
O que não podemos modificar?
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Publicado no Recanto das Letras em 08/02/2011
Código do texto: T2780334