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Dezembro

Ilusão

“Há muito deixei de correr atrás das borboletas” São encantadoras, mas dificilmente criam laços... Não estabelecem vínculos. Prefiro observá-las Inebriar-me com a desenvoltura de suas asas Deixá-las livres para que sigam seu destino. Enquanto contemplo Entrego-me aos sonhos... Indagação sincera... Como seria se permanecessem ao meu lado? Encantariam com sua beleza? Ou se converteriam em realidade? Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Dezembro

O dia amanheceu frio, verão encoberto de nuvens, temperatura agradável e úmida que desperta a sensação de nostalgia e saudade. Dezembro, momento em que nos dispomos à reflexão. Término e recomeço... Há Milênios buscamos absorver as palavras e os exemplos de um Ser de luz inimaginável que nos legou o aprendizado mais árduo e confiável: o Amor! Períodos cronológicos que pouco importância têm, contudo, cabe-nos à oportunidade de reflexão e evolução contínuas. Jesus, Mestre querido, exemplo de Vida Plena... Continua a nos incitar diariamente à renovação. Todos os dias na simplicidade, na humildade e na oferta singela da natureza, renova seu compromisso de Amor para com a humanidade. Acredito na força desse Amor que ainda não absorvemos por inteiro. Observe uma semente... O esforço empreendido para que a mesma se rompa e germine. A mágica de vê-la crescer, transformando-se em frondosa árvore... A flor, o fruto, e o divino processo de decomposição que oferece nova vida! Há algo de Divino, a...

Silêncios

Sons do silêncio

Não abandonou caminhos ou se deixou conduzir. A cata de serenidade, foi suavizando as dores Acalentando a alma Sossegando anseios que lhe causavam aflição Com o tempo... As dúvidas, sempre necessárias, provocavam-lhe certa inquietação. Nada de grave ou intenso Sentimento morno de quem investiga em silêncio.

Coragem

Lições do tempo

Sempre sentia falta do corpo que lhe aquecia a alma, dos braços que a envolviam sem pressa, do sorriso que se traduzia em perspectiva. Sentia a ausência da voz sincera que lhe falava de amor e dos espaços preenchidos que autorizariam saudades eternas. À noite, quando entregava seu corpo ao tálamo, apertava as cobertas e permitia que as lembranças viessem sem nenhuma restrição. Era o tempo de sonho e, por muitos dias, esperava a chegada do crepúsculo para entregar-se à fantasia de pertencer a alguém. Inspirada pelas lembranças, tão expressivamente demarcadas na alma, contava às cicatrizes que o tempo se encarregou de fechar. Muito de si já não existia, fora necessário o abandono para que a vida prosseguisse da forma que deveria ser. Dos poucos sonhos que ainda permaneciam, manteria a serenidade e a convivência leal com os anseios de paz interior. Ao olhar, confiaria a verdade... Distante e melancólico, seria disfarçado em delicado sorriso, transporia a alegria sofreada que aos poucos...

Paz e bem

Estamos vivendo um momento de crise sem precedentes. Não é apenas uma crise financeira, convivemos com uma crise existencial onde a humanidade se dá conta dos valores éticos abandonados em busca de um materialismo frágil e superficial. Guerras, fome, desabrigados, violência e desamor... O medo nos assombra e muitos ainda creem no término da humanidade. Com o olhar de quem acredita na evolução do ser, compreendo que todos estamos recebendo um chamado de amor, um despertar... Uma forma de nos reencontramos a essência Divina adormecida, de nos redescobrirmos. Momento em que nossas preces precisam abandonar o individualismo e favorecer o equilíbrio da energia que circunda toda a órbita terrestre. Corrente de fé e otimismo que deve emanar de todos os que creem no Evangelho como luz redentora e libertadora. Enquanto o bem for tímido, o mal prevalecerá. Se cada indivíduo conseguir policiar seus pensamentos, palavras e atitudes contribuirá para que o nosso Planeta se transforme em um mundo me...

Das ilusões perdidas...

Contradições

Já não tenho tempo a perder... tenho urgência de vida! Não é a felicidade plena que busco Nunca sonhei excessivamente e nem desejei muito. Fantasias só me encantaram na infância. Sei que pessoas falham Que esperar do outro o que desejo É despertar expectativas que certamente serão frustradas Que muitos apenas falam e não ouvem. Que quem pensa não errar acredita em uma pérfida verdade. Sei que silêncios são imprescindíveis Mas, guardar opiniões e disfarçar pontos de vistas. È sobrecarregar a alma de palavras que precisam ser expostas. Enfermando-se lentamente, reduzindo-se a uma dissimulada anuência. Presumo que sei o que desejo... Mas, a vida sempre me convida a novas fatos. Uma insensatez saudável, que quando se ausenta. Impede-me o raciocínio contraditório e incoerente... Aquele que acirra minha capacidade criadora. Gosto de flores, de amores, de sonhos... Gosto do ingênuo, do autêntico, do inadmissível... São dessas vontades, incongruentes e ...

Instantes

Descobriu-se órfã de si mesma, abandonou os anseios, querências, destitui-se dos bucólicos sonhos e vestiu diariamente a incômoda roupa de viver. Foi tocando os dias... Mesmice que aos poucos já não alimentava, sufocava. Suas dúvidas guardadas em caixas veladas, segredos inconfessáveis... Já não sabia mais o que sentia e tão pouco traria ao rosto aquele sorriso desatinado e insano de quem se entrega aos sabores da vida. Tudo fica muito circunspecto quando nos deixamos conduzir por encargos e estacionamos culpas sem nos darmos conta que nem todas são nossas. Amanhecia, entardecia, anoitecia e entregava-se ao sono com a esperança de sonhar... Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Passatempo

Representações

No espaço de tempo em que me dedico à escrita, estorno sentimentos confusos, desconexos e incompreendidos. São radiografias de uma alma antiga, acostumada ao simples, bradando por libertar-se da escravidão dos dias. Ando me perdendo...  O automatismo dos dias impede-me o pensamento. O excessivo labor, a administração inadequada do tempo, a irrelevância de ações que nada acrescentam. Dormir, acordar, correr, obedecendo a horários e regras, rotina... Reprimida, alma sonhadora e aparentemente serena, parece inflar lentamente até que não caiba dentro de si e imploda. Não é fato consumado, é sentir descabido que alerta que há muito a se viver! Cabem-nos as escolhas... 

Solidão

Impressões

No mundo passeiam corpos Alguns disformes, outros esculpidos. Alguns entregues ao desleixo, outros consumidos pela vaidade. Passeiam da juventude à senilidade, distraídos pelas aparências. Muitas vezes, unem-se pelo o que veem. Confusos sentimentos misturados a juras de amor eterno. Na desatenção dos anos, abandonam o cultivo dos sentimentos. Paralisam comportamentos enviesados. Envolvem-se em couraças endurecidas Permanecem aprisionados ao peso da matéria densa. Como terra improdutiva... São incapazes de transformar a paisagem que os vestem Em pontos de luz, essência vivida. E voltam a terra, desnudos. Entregam à natureza o empréstimo devido. Espírito, alma, princípio de vida... Denominação insignificante, tamanha importância. O que se leva é o que se é Flores que cultivamos no âmago Aromatizando eternamente o caminho. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Impressão

Ando sentindo... Às vezes, sorrio... Outras... Entrego-me à tribulação. Há saudade, instaurada e sentida. Retida pela remota alegria das retinas Pelo encontro da pele Pelo encanto da fala Pela aproximação que acolhe Do instante perene Na memória, o encanto. No íntimo o ardor. E de novo sorrio... Sem motivo, alheia. E se indagam... “Tolices, são lembranças de amor!” Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Escolhas

Já trilhei caminhos desconhecidos, Restaurei outros quase esquecidos. Enfrentei tempestades, me entreguei a vontades. Racionalizei sentimentos e pensei dominar realidades. Fui protagonista e coadjuvante Senti que não seguiria adiante. Verti lágrimas, estanquei prantos. Conferi aos ventos o destino, desencanto... Restaurei caminhos, muitos desalinhos. Recorri à fé, confiei às cegas. Conferi sem reservas Lapidação de amor! Hoje, mais serena... Nada me espanta... Nesse lago límpido, alma quase em calma. Vejo circunstâncias, alço possibilidades. Aprendi que o tempo, sábio conselheiro, Pede paciência, tempo de ciência, Luz, sabedoria... Quando os ventos vêm, ergo-me mais forte. Escolho meu norte, conduzo-me em paz! Todo esse caminho, mesmo em desalinho... Aprendi com vida... É o que a gente faz!

E por falar em amor!

É interessante como a maturidade nos auxilia na compreensão dos dias que nos são oferecidos pela vida. Já escrevi antes que nunca acreditei em príncipes encantados, tenho a ciência da incompletude do ser e da fragilidade de nossos sentimentos nesse infinito processo de evolução em que nos encontramos. Já senti paixão e permite que ela me conduzisse cegamente e, por alguns momentos de lúcida realidade compreendi que o fogo é finito e que pode nos causar grandes cicatrizes, contudo, também assimilei que é na convivência que edificamos nossas relações, que conflitos podem ser superados, que o respeito pelo outro é maior do que a avalanche de sentimentos que nos sufoca e aprisiona e, que erroneamente denominamos de amor.   Quando percebemos que o que nos incomoda no outro é o nosso reflexo, que qualquer ser humano traz dentro de si questões mal resolvidas e que muitos de nós ainda carregamos a ilusão de que o outro pode nos “completar”, também entendemos que o autoconhec...

Maturidade

Vida