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0usadia

Corro riscos e nenhum deles me assusta. Avanço com a segurança de quem acredita na vida. Sou tal qual um pássaro, que ao vento tem a sensação de ter suas asas amputadas, mas, que em momento algum pensa em parar. Corro riscos e avanço em direcão incerta porque percebo-me inacabada... Construção interminável... Não me preocupo com consequências e certezas. No coração trago a alegria de ter ousado ser. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 02/04/2008 Reeditado em 07/04/2011 ogtCódigo do texto: T927848

Presente

Tudo é tão mais fácil quando percebemos que a única realidade que temos é o momento presente. Prendemos-nos a histórias passadas que mesmo que voltem, não serão as mesmas. Lamentamos o que não fizemos os erros que cometemos... Sem nos darmos conta que, assim como o cristal, o passado não pode ser reconstituído, no máximo lembrado como lição e aprendizado. Ter sonhos, idealizar caminhos também é necessário. Mas, fixar toda nossa energia em projetos futuros, sem nos darmos conta do que vivenciamos hoje, não nos possibilita a construção de alicerces seguros para concretizar os sonhos que temos.

Transparência

Em qualquer situação  Lembre-se que o protagonista é você! Não espere que ninguém faça, realize! Não espere que adivinhem,  Aprenda a verbalizar o que sente...  O que quer ouvir...  O que espera... É você, o único responsável pelo que lhe acontece!

Passos

Toque suavemente e entre.  Acomode-se e deposite o que há de valioso em ti. Não importa se erros e acertos, virtudes ou defeitos... Apenas entre. Absorva os aromas que aqui existem, incorporando-se à realidade e ao sonho. Caminhe cuidadosamente sem amassar o tapete de folhas que se formou com tempo. Circule livremente nos ambientes que transbordam vida, contudo não revire os compartimentos que aqui se encontram, remova lembranças, ambicione apagar o passado. Adicione, acrescente... Jamais extraia! Presença ímpar que vem somar espaços, acrescer aspirações de vida. Apenas entre... Permaneça... Estabeleça e constitua lacunas que sempre existiram... Reservados a ti.

Encontro

Nem de leve sonhas os danos que podem ser causados. Certas consequências são imprevisíveis, passam despercebidas pelo entorpecimento ocasionado em momentos sinistros de entrega absoluta. Confere o sonho e reserva a alma com serenidade. Espera. Há espaços que só podem ser preenchidos através do encontro com nosso eu profundo, encoberto pelo desconhecimento de nós mesmo. Nenhuma situação ou pessoa poderá subtrair-lhe a ausência, desnudando-se desvela o que há de essência em ti mesmo, descobre que tua completude se resume a ensaios de felicidade.

Inquietude

Essa alma inquieta, desperta e livre sempre resmunga quando tenho que atraí-la ao chão. Embate quase sempre vencido por delírios de felicidade, senão plena, possível. Vê, sonha e sente com a leveza de uma poesia de amor. Incomoda, aspergindo serenos orvalhos de perspectivas quase impossíveis. Quase... Porque com o tempo, as possibilidades são harmoniosamente  traçadas por  circunstâncias indefinidas. Fecha-se ao mundo e, no primeiro toque sutil e suave, ressoando palavras transfiguradas em afeto, entrega-se à leveza dos ventos permitindo-se condução insegura.

Amor

Traço desejos que recompõem estruturas esquecidas Alicerces que sempre existiram acomodados por intempéries. Procurando desvendar Encontrar sentimentos submersos Interiormente ocultos e determinantes Busco, com serenidade, qualificar o que o tempo me oferece. O que a vida imprime e determina Oferecendo contornos, Organizando sentimentos Submersa em pensamentos que se atrevem a sonhar Farta luz expectante pronta a materializar O que de fato...  É só amor. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Delírio

Sentia que o desejo não conferido poderia lhe subtrair a espera A lucidez não acompanha o sonho Prestes a voar, ver-se livre, alçando voo em direção incerta. Outorgam-lhe apenas o possível Pouco demais para quem anseia vislumbrar paraísos internos Vale pela sensação de esperança que desperta vida Recompensa de quem presume e pressente o que pede o coração. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Seguindo...

Sentindo

Ouvindo o vento sussurrar palavras de saudade, onda em um vai e vem indefinido desvendando equívocos e incertezas, resmungo de chuva umedecendo a pele fria e desprovida do toque voluntário de afeto. Desejando o que ninguém imagina, percebendo nas entrelinhas o enredo atravessado da vida. Muitas voltas, caminhos tortos e tortuosos. No íntimo, já intui que pouco ou nada falta. Hora de encontro, data de partida indefinida. Gomos de amor transcendente que se reúnem em um único e insólito objetivo, doar-se a vida.

Preciso amar

Delibero que, única, de muitas existências, embora me encontre neste século, ainda sinto-me presa conceitualmente a velhos hábitos. Difícil me acostumar com os descartáveis. Minha alma ainda se prende as relações duradouras, sentimentos preservados e reconstruções. Digo reconstruções porque não compreendo como pessoas podem ser tratadas como objetos de uso temporário, passados podem ser negados, recomeços considerados como inícios, recusa de toda experiência vivenciada. Sou da época em que as geladeiras e casamentos faziam bodas de ouro, não pela idade, mas pela necessidade de acrescer, pela certeza de pertencer ao mundo e de evoluir diariamente. Época em que o carro seguia o dono e, durava até acabar ou, não acabava porque era conduzido e conservado com zelo, diferente do que percebemos nas relações passageiras, onde o egocentrismo nos impossibilita a compreensão. Pessoas não competiam, sentiam. Amizades eram para sempre e, relacionamentos faziam jus ao nome...  Convivência bené...

Engano

Cometi um engano, tentei viver além dos sentimentos que me governam. Ausentar-me da essência que me conduzia desde os primórdios de minha existência. Menti ao dizer que não faria diferença, que seguiria. Tentei desviar minha energia para ca minhos diversos e, posso dizer que em alguns momentos me senti falsamente aliviada acreditando que este contexto não me faria falta. Ludibriei os sentimentos que, reservados, começaram a vociferar dentro de da consciência cansada. Incomodavam com odores desconfortáveis, adoeciam a alma. Hoje, sinto que não posso execrar sentimentos enraizados, em algum momento pedaços de vida, provocarão incômodos indiscutivelmente verdadeiros. Pequenos rebentos, em busca de luz, romperão a couraça endurecida da realidade. A alma, a cata de serenidade buscará possibilidades de retorno, veracidade de vivência, paz de reencontro.

Essência

Ando sumida por falta de tempo e, por vezes, acabo sentindo falta de mim. Coisa estranha de se sentir... Atropelos e avessos de uma história onde em alguns momentos, pareço estar ausente. Versão limitada de essência perdida. Falta de simplicidade que provoca uma sensação de estar sem ser. Ainda desejo o ingênuo, o pouco, a serenidade. Com aspirações tão definidas e fundamentais que se tornam anseios cada vez mais presentes. Os anos passam e a maturidade vai desnudando ilusões impostas pela correria da vida, distorcidos vazios, certeza definitiva que me basta obter o pouco para viver do muito que ainda espero. Casa simples, pés no chão, paisagem verde, o cantar dos pássaros e, no fundo um canto gregoriano para completar o êxtase de experimentar plenamente a vida. Direções de paz pedidas por uma alma que reconhece que o paraíso é um estado pleno de ser.

Passageiro

Foi bom enquanto foi... Sonho improvisado de felicidade Plena e ilusória Serviu de alicerce temporário Partiu... Ventura efêmera Do que se sonha e nada realiza Consistência enganosa Se fosse plasmado em vida Perderia o encanto Absorvido pelo cotidiano Verteria lágrimas Há momentos... Só que nos servem de êxtase Entorpecimento da alma Ilusão temporária. Assim deve ser... Para que o que é bom Mesmo que pouco dure Seja convertido em saudade.  Wanderlúcia Welerson Sott Meyer

Viver

Quem não precisa de colo, afago, afeto, ternura? Quem não se presta a entrega, oferenda, oblação às escuras? Quem se recusa por medo a entregar-se em segredo a uma paixão? Quem se acomoda e espera, sem sentir pela vida a menor emoção.

Travessias

Da janela do carro, voltando para casa, distanciando-me de origens e raízes que se fortalecem no reencontro, lembranças alimentam saudades. Do muito que se construiu, das experiências vividas, das lágrimas vertidas em momentos de dor e alegria, das ilusões destituídas por realidades escancaradas, imagens desfeitas, sentimentos demudados pelas circunstâncias, prevalece à sensação de continuidade, evolução e vida. Não sou a mesma, demarco sonhos legítimos, esquadrinhando uma felicidade sem maiores pretensões. Sem esperar muito de quem quer que seja... Almejando o possível em contextos ainda desconhecidos. Assim sendo, defendo-me de decepções desnecessárias, não mais espero que façam, digam ou sintam. Apreendi que sou o resultado do que desejo e vivo. Não cabe ao outro sentir, dizer e fazer por mim. Compreendo que cada um de nós tem limitações e entraves a serem vencidos e, que o máximo que posso fazer é lapidar o meu próprio espírito. Lentamente, percebendo-me em desenvolvimento, ...

Fragmentos

Desfaço-me em retalhos, fragmentando partes que antes me pareciam sólidas. Percebo que há vazios, espaços porosos que foram abandonados nas lembranças de vivências que antes pareciam histórias verdadeiras. Avaliando equívocos, sem nenhum lamento, procuro empreender o que considero ser melhor no momento em que me encontro, ciente que ainda cometerei enganos, desviarei as rotas, terei a sensação de naufragar e, ainda assim, continuarei investindo em sonhos e utopias. Nesses espaços, que parecem nunca preenchidos, encontro a insatisfação saudável de busca. Alguns deles pertenceram temporariamente a pessoas e situações que me pareciam essenciais. Percebo agora, que eram verdadeiramente passageiras, serviram-me apenas como aprendizado. Do todo que reconstruo, recolho a experiência, certa e que ainda me sentirei como fragmento de muitas histórias. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 22/04/2012 Código do texto: T3626458

Passagem

Vez ou outra, penso que deveríamos nos entregar mais aos sonhos, permitindo que a simplicidade seja senhora de nossas ações cotidianas. Esquecer horários, adiar compromissos, ouvir quem se encontra ao nosso lado, observar atentamente e procurar compreender os sentimentos que nos comovem. Aceitar o que exatamente somos, reconhecendo a necessidade do autoperdão, da anuência de que muitas limitações ainda temos. Do carinho que devemos apresentar por nós mesmos, do entendimento de que vivemos ainda uma espécie de adolescência espiritual que nos conduz a reclamações e exigências indevidas. Impaciência que nos move diariamente. Busca desenfreada de objetivos que desconhecemos e seguimos. Domínio de emoções confusas que nos cegam, impedindo-nos de vislumbrar os horizontes e caminhos que a vida nos presenteia. Vez ou outra, deveríamos confiar mais nas intuições que nos movem, deliciosamente conduzidos por nossa essência de amar. r

Amor maduro

Será preciso tempo para regenerar as lesões provocadas pelo desvario dos sentimentos. Não é possível afirmar se era amor de fato. Serviu como alento enquanto próximo estava. Agora, que apreende e absorve palavras proferidas sem nenhum compromisso estreito com a verdade, analisando frases soltas e atitudes contraditórias, percebe-se claramente a ineficiência das palavras que não condizem com a verdade. Realidade tão intensa quanto a fugacidade dos anseios de porvir. Confia cegamente na maturidade que se adquire, grata pelo aprendizado rápido e eficaz de que o amor, de fato, só existe nos atropelos da convivência, no encontro dos desajustes, no sentir mesmo nas turbulências, na expressão de respeito pelo que se é. Constância inconstante de emoções indefinidas e necessárias. Amadurecimento vagaroso determinado por momentos de desordem interna e externa. Cumplicidade que se expressa apesar dos enigmas e contradições de seres opostos que jamais se completam, apenas evoluem entre possív...

Certezas de Amor

Estavas ali, sempre estivestes. Não era matéria palpável Nem ilusão temporária Fazia parte dos dias Desde sempre... Um alento nos momentos de dor Uma esperança de amor Visitava-me nos sonhos Acariciava-me o rosto Registrava-se a presença Partia... Permanecia a sensação do encontro Serenidade pretendida Essência de sentimentos duradouros Suavidade que se sente Tal brisa suave tocando o corpo Indivisível êxtase Emoções desejadas Puras, intensas Tradução apropriada de Amor!