3 de out de 2011

Renascendo

Dias a fio procuro caminhos e respostas para questões que demandam paciência e espera. A chuva igualmente aspirada começa a umedecer silenciosamente e gradativamente a terra. A natureza agradece! Contudo, não foi sem que arbustos, árvores e flores padecessem vastos campos fossem tomados pelo fogo e animais desfalecessem pela seca. Há períodos em que a terra árida e o solo seco retiram o viço das plantas, secam fontes, dão vazão à destruição. Resultado da ação impensada do Ser humano em relação ao seu habitat natural ou não, tem épocas onde extremos ocasionam perdas bruscas, danos irreparáveis, morte aparente. Assim como acontece na natureza, atravessamos tempestades ocasionais ou duradouras e, períodos de áridas secas que nos proporcionam violentas dores. “Queimam” ou “inundam” nossas energias, assolam a alma que até sente-se assolada e afligida, mas, que jamais se deixa vencer. Momentos em que o que sobra é o deserto de si e, nos defrontamos com nosso “eu”, aquele que negamos e que, tão árido quanto o solo na ausência da água, mostra-se como nosso maior desafio. Contraditório esse sentimento de encontro que ao invés de nos oferecer harmonia, é inconciliável, conflitante e indefinido. Apresenta-nos de frente, do avesso... Escancara o que ocultamos, retirando-nos a máscara, apontando-nos o que de melhor e pior somos o que ainda negamos. Muitas chuvas, tempo de tempestades, buscas tiram-nos o sono, desinquietam-nos o Ser, irrompem certezas, provocam-nos dúvidas que assemelham a espinhos cravados na alma. Tempo de não negar o óbvio, de mostrar-se transparente, ciente e crédulo. Passada a turbulência, essência transformada, valores revistos, alma redimida, volta-se a florescer! 

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 03/10/2011
Código do texto: T3254842