29 de out de 2011

E por falar em saudade...

Pode ser que o vento mude e o sussurrar das palavras proferidas há tempos atrás, retornem como reminiscências e ecoem produzindo no corpo certa sensação já experimentada de prazer. Quando pouco se diz, pouco se vive... Muito se aspira que o reencontro esclareça as dúvidas intercaladas pelas reticências, pelo silêncio. Busca-se em outras histórias a incompletude, atitude desgovernada de reviver histórias inacabadas. Ainda na lembrança o olhar, ocultando sentimentos, palavras e atitudes que nunca aconteceram. Desperdício de vida! Desprezo de Amor, desamparo de sentimentos que nunca tomaram forma. Dúvida permanente que vez ou outra retorna e, nos olhos que anteriormente reluziam, vertem lágrimas segregadas pela saudade, incompreendidas e anônimas a todos que o passado desconhecem.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer