3 de ago de 2011

Contando Primaveras


Tento contar as primaveras pelos aprendizados que a vida me oferece. Por vezes, sinto-me espírito antigo, burilado pelo tempo, expiações e provas. Em outra ocasiões, é o bom ânimo que conduz minhas atitudes e alegro-me na simplicidade do desabrochar de um flor. Ter a possibilidade de comemorar mais um ano de vida é uma oferta, dádiva oferecida pelo Senhor da Vida! Certeza de tropeços, sensação de recomeço, aprendizados... Evolução que se sabe ser individual, lenta em alguns, célere nos que optam pelo aperfeiçoamento da alma. E seguimos, vendo nosso corpo em plena transformação. Aceitar essas mudanças físicas, limitações e restrições, para alguns pode se tornar um sofrimento quando não se compreende que em contrapartida há opção pela ascensão e descobrimento de nossa essência enquanto seres eternos em evolução continuada. Observo pessoas que ultrapassam as perdas referentes à idade física, pois, traduzem no olhar a serenidade que floresce todos os dias, nas atitudes, pensamentos e palavras. No entanto, há quem opte pela queixa, lamúria e pranto, carregando consigo fardos pesados de culpa e dor. Não é que a uma outorga-se a alegria e a outro a infelicidade. È Escolha. Formas diferentes de ver, sentir e vivenciar o que nos proporciona a vida. Não conheço ninguém que nunca tenha sofrido dificuldades e obstáculos, mas, conheço pessoas que reluzem através do aprendizado oferecido pela tribulação. Que ainda venham muitas primaveras! E que saibamos interagir com vida, transformando e sendo transformados.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Enviado por Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 03/08/2011 Alterado em 03/08/2011