25 de nov de 2011

Refletindo a vida...


Um dia terei que partir, é natural... Todos irão. As perdas são sempre dolorosas, como se estivessem levando também pedaços de história, partes nossas. A morte não me causa espanto ou medo, mas, reflexões profundas sobre a vida. Do que deveríamos dizer, dos abraços que deixamos de distribuir, dos momentos que legamos ao descaso, do que poderia ter sido, do que jamais será... Encontro-me em profunda melancolia, não é desânimo, nem depressão instaurada, reflito e reflexiono a vida em um momento onde repenso a necessidade de me doar mais ao mundo, aos sonhos, aos desejos... Acasos não existem, mas, descasos são constantes. Vivemos parcialmente o que precisaríamos valorizar integralmente, permitimos que pessoas e ocasiões se percam sem lhes oferecermos a devida importância e, quando a vida nos responde com perdas, desorganizamos os sentimentos que pensávamos refletir estabilidade, permitindo-nos a queixa infundada. Toda queixa é infundada, sem razão. Na verdade somos responsáveis pelas construções que fazemos. Tecemos histórias, escolhas nossas, por vezes equivocadas e, em determinados momentos somos surpreendidos por situações adversas que nos fazem refletir sobre os valores que realmente precisam assim ser considerados. O interessante é que apesar de não podermos retroagir em momentos, palavras e expressões de afetividade, sempre teremos como reformular posturas, rever conceitos e redirecionar caminhos para que mais tarde não venhamos a lamentar novas perdas nos consumindo em um remorso que estaciona, ancorando nosso momento presente em portos nada seguros. Entendo que a escolha é nossa! Não estamos à deriva, algumas situações realmente não podem ser modificadas e, nos cabe aceitá-las com sabedoria. Outras tantas precisam ser mais bem vividas, sabiamente aproveitadas.