16 de nov de 2011

Contradição poética


É o frio na pele, geada na alma.
Nada que perturbe, pede calma...
Tempo de continuar rompendo entranhas
Percepções estranhas
Obra inacabada de si
Rastros do que permitiu partir
Flores nas janelas
Pássaros entre elas
Montanhas lembrando-me obstáculos
Céu abrindo-se em espetáculo
Dor incômoda e sutil
Vontade ardente e fértil
Segmentos de reta inacabada
Erros na estrada
Obra em construção
Momento de adoração.
Poesia em plena contradição.

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer em 16/11/2011
Código do texto: T3338750