25 de ago de 2013

Constelações

Fui contar estrelas, hábito antigo que adquiri na infância, buscando no infinito, palavras de alento que pudessem descrever meus sentimentos. Observei as que meus olhos alcançaram e me perdi concentrada nas dúvidas que assolam. São minhas e múltiplas, tão incontáveis quanto às estrelas que vejo. Fiquei imaginando que cada uma delas correspondia às pessoas que encontrei nesta existência. As que partiram... As que nunca chegaram a ser... as que marcaram pelos sorrisos e as que só lágrimas trouxeram. A constelação correspondia ao conjunto de sentimentos diversos que naquele momento nutria. Algumas grandes, brilhantes e definitivas; outras ofuscadas, pequeninas e esquecidas. Todas em um contexto harmônico definido pela inconstância de luzes elusivas. Simetria complexa de vida onde cada um ocupa o lugar que lhe cabe. Sábio silêncio iluminado que neste momento transborda serenidade e paz. Certeza de pertencimento, estamos onde podemos florescer. E as dúvidas que ainda permaneciam, pareciam menores, menos densas. Sabe-se da espera que pode ser breve, espera-se não ser longa. Destino para todo sempre inconcluso... Eternidade, eterna idade!