11 de jun de 2013

Amor

Cenas cotidianas me encantam. Procuro observá-las com olhos de aprendiz. Aquilo que absorvo como aprendizado de vida pode vir de situações simples e inusitadas. É o olhar que diferencia o valor. Desperdiçamos tanto tempo nos “pre-ocupando” e, perdemos diversas oportunidades de ver além das vidraças empoeiradas da alma.
Adoro esperar ônibus, faço isso com frequência. Aprendo com o que vejo e ouço. Ontem, quando a porta do ônibus se abriu e, eu aguardava que os passageiros descessem para que pudesse subir, observei uma cena extraordinária e, generosamente, impregnada de afeição. Um casal de idosos, cabelos em neve, traços definidos de história demarcados no rosto. O senhor desceu calmamente, estendeu a mão a sua esposa e disse: “Venha querida, estou aqui!”. Ela lhe deu um sorriso e disse: “Sempre!”. Estremeci de emoção, reconheci no gesto, no olhar, na energia traduzida em carinho sincero o verdadeiro sentido do Amor.