13 de fev de 2013

Respeito... sou Mulher!



Hoje escrevo por incômodo, expressando o que vi e ouvi. Sou mulher, guerreira, independente, no entanto nunca abdiquei do espaço e jeito de ser Mulher. Cavalheiros me encantam, adoro flores, gentilezas, gosto de me sentir respeitada e me apaixono por músicas, textos e poesias que buscam desvendar a alma feminina, tão diversa e complexa, que chegam a taxa-la de incompreensível. Há anos não participo de carnavais, opção consciente que faço sem nenhum preconceito. Confesso que antes adorava participar de bailes, cantar marchinhas e ver desfiles. Este ano optei por viajar com minha família para uma região litorânea. Ficamos próximos à praia e todas as tardes grupos de jovens (muito jovens mesmo) e adolescentes reuniam-se em concentração esperando o desfile dos blocos e trios elétricos. Sou culturalmente eclética, acredito na diversidade e raramente me espanto com o comportamento das pessoas. Mas, fiquei assombrada com as letras das supostas músicas que essas pessoas cantavam e dançavam. Aquilo não era carnaval. Longe de ritmos e opções musicais, vi meninas e mulheres, cantarem e dançarem letras que nada mais eram que um retrocesso no que diz respeito à valorização da mulher. Como dançar e cantar frases que tratam mulheres como objetos e rotulam com palavras chulas seres humanos? Confesso que me senti ultrajada por todas aquelas mulheres e meninas que lá estavam sem se darem conta de que estavam sendo insultadas. Alguns podem dizer que não compreendo por não pertencer a essa época, mas, vi nos olhos e na fala de minha filha a mesma indignação. E se há tanta luta justa por igualdade e quebra de preconceito, como podem deixar que essas letras hediondas entrem em nossos lares e ouvidos como algo normal? Eu conheço e reconheço a liberdade de expressão, mas, também tenho consciência dos direitos que tenho como cidadã e mulher de não aceitar que tratem seres humanos femininos com vulgaridade e desrespeito.
Opinião que expresso como desabafo sem pretensão de convencer. Se for uma tendência que seja algo que respeite e acrescente. Que ninguém seja obrigado a receber insultos em alto falantes e enormes caixas de som, enquanto uma plateia tomada pelo ritmo dança sem refletir no que ouve.