29 de out de 2012

Despertar



Aquele que parecia tão bem entender as estações encontra-se adormecido. Parou de sonhar. Absorve a realidade sem encantar-se pelos pequenos sinais de esperança oferecidos em circunstâncias inusitadas da vida. Há algo de amargo em suas palavras, convulsão de sentimentos atordoados pela descrença.  Procura-se no sussurrar monossílabo de repostas inconclusas o que antes era traduzido em ternura e segurança. Centelha que não se apaga. Resgate necessário de fé. Instalação definitiva e transparente do amor que institui possibilidades.