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Jeito de Ser Feliz!


Corro para os braços de quem me acolhe com carinho, como criança que recebe um presente inesperado. Nem sempre sou acolhida com desejo que esperava... Mas, fiz a minha parte, estendi os braços aos abraços. Forma de ser ingênua, contudo calorosa que me faz um pouco diferente dos que se fecham ao amor. Sigo o que meu coração indica, assim como deixo que as palavras soltas se transformem e de forma sonora ou escrita, traduzam o que minha alma pede. Caminho na direção da emoção, com alguma racionalidade adquirida pelas experiências dolorosas, mas, não permito que a razão comande. O que há de mais belo no mundo do que deixar-se amar e ser amado? Também corro, literalmente, de quem não sabe sorrir, de quem se pensa apto a julgar, de quem não sabe agradecer ou pedir desculpas quando necessário for, de quem diz ter verdades e certezas, de quem não olha nos olhos, de quem não é verdadeiro, de quem se diz sábio.
Sou aprendiz da vida! E quero poder ir e vir, deixando sempre o perfume da saudade, da lembrança, da partida... Sem nunca dizer adeus! 

Wanderlúcia Welerson Sott Meyer 

Publicado no Recanto das Letras em 14/07/2010
Código do texto: T2377397

Gratidão

Certezas de Amor

Estavas ali, sempre estivestes.

Não era matéria palpável

Nem ilusão temporária

Fazia parte dos dias

Desde sempre...

Um alento nos momentos de dor

Uma esperança de amor

Visitava-me nos sonhos

Acariciava-me o rosto

Registrava-se a presença

Partia...

Permanecia a sensação do encontro

Serenidade pretendida

Essência de sentimentos duradouros

Suavidade que se sente

Tal brisa suave tocando o corpo

Indivisível êxtase

Emoções desejadas

Puras, intensas

Tradução apropriada de Amor!

Amor maduro

Será preciso tempo para regenerar as lesões provocadas pelo desvario dos sentimentos. Não é possível afirmar se era amor de fato. Serviu como alento enquanto próximo estava. Agora, que apreende e absorve palavras proferidas sem nenhum compromisso estreito com a verdade, analisando frases soltas e atitudes contraditórias, percebe-se claramente a ineficiência das palavras que não condizem com a verdade. Realidade tão intensa quanto a fugacidade dos anseios de porvir. Confia cegamente na maturidade que se adquire, grata pelo aprendizado rápido e eficaz de que o amor, de fato, só existe nos atropelos da convivência, no encontro dos desajustes, no sentir mesmo nas turbulências, na expressão de respeito pelo que se é. Constância inconstante de emoções indefinidas e necessárias. Amadurecimento vagaroso determinado por momentos de desordem interna e externa. Cumplicidade que se expressa apesar dos enigmas e contradições de seres opostos que jamais se completam, apenas evoluem entre possíveis …

Caminhos dicotômicos

Não lhe diria verdades, nunca as conheci. Tampouco desfecharia os inúmeros sonhos inconclusos que permaneceram latentes enquanto pensávamos estar no caminho. Nunca saberíamos se as estradas que escolhemos e as trajetórias que fizemos foram realmente escolhas. De fato, pouco valeria lastimar e fazer conjecturas. Basta-me a realidade detectada pela pupila dos olhos teus e meus, sentida na pele como distante toque etéreo. Adormecida, enquanto em vigília presumes e anseias o que jamais viverás. Reformulas vontades, despertando sorrisos que se encontram longe de ser o que desejas. Não seria lamento, apenas dúvida, suspeita de equívocos... Desconfiança de que, se os caminhos não fossem bifurcados e dicotômicos, se os desejos não fossem imaturos, ainda estarias ao meu lado.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer