15 de abr de 2010

Perdoe-me


Perdoe-me 
Traduza por favor o que atormenta, A perda ou o não saber o que fazer agora? Alguém me responda, Se é que respostas existem, Quando acabará essa dor? Já não dá mais para tirar conclusões apressadas, Parece que a vida interrompeu-se Parou a beira de um enorme precipício Agora só existem dúvidas! Perdoe-me... Não é falta de fé. É cansaço! Não é descrença. É medo! Não é que eu não saiba mais o que desejo. Não consigo me erguer para seguir! Perdoe-me, Não deixei a luta Nem pretendo fazê-lo! Só estou esgotada... Permita-me descansar em seu colo amigo! A chorar todas as lágrimas Sem ser consultada pelos porquês que não auxiliam A viver o meu silêncio E do silêncio, ouvir de sua boca, Sem proferir uma só palavra... Estou com você! Confie em mim! Estarei ao seu lado, Não mais para lhe sugar as forças Mas, para traduzir seus anseios Afagar seus cabelos Enxugar suas lágrimas Entender seu pranto! Sentindo-me acolhida Nos braços que não apenas me desejam, Mas, me abrigam. Me perdoe... Sei que erro em ter esperanças Cabe a cada um Oferecer o que lhe é essência!
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Publicado no Recanto das Letras em 15/04/2010 Código do texto: T2198518