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Do amor que deixas de viver


Tenho algo de velho dentro de mim...
Algo que me coloca fora do tempo em que vivo,
Alma leve que respira amor, alma transparente
Que não vê mal onde quer que exista.
Tenho algo de belo nos olhos...
Só me permitem ver o quero!
Tenho algo de amor por você...
Nunca saberei explicar por que...
Tenho algo que entendo...
Não nego!
Por que sentir é o que me torna viva!
Sei que te afasta para não sentir,
Mas afirmo...
Enganas-te se pensas esquecer assim...
Tenho algo que só ofereceria a ti!
E que de tão sereno e belo,
Apenas lhe pertence!
Não me importo se negas...
Sei que amas!
Mas, lamento a cegueira que ti inflige a dúvida
E és tu que deixas de viver!
Porque seguirei sentindo...
Olhando seus olhos em fotos frias.
Desejando pouco...
Quase nada...
Mas, ainda assim desejando
Sigo!
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer
Publicado no Recanto das Letras em 29/10/2010
Código do texto: T2584864

Gratidão

Certezas de Amor

Estavas ali, sempre estivestes.

Não era matéria palpável

Nem ilusão temporária

Fazia parte dos dias

Desde sempre...

Um alento nos momentos de dor

Uma esperança de amor

Visitava-me nos sonhos

Acariciava-me o rosto

Registrava-se a presença

Partia...

Permanecia a sensação do encontro

Serenidade pretendida

Essência de sentimentos duradouros

Suavidade que se sente

Tal brisa suave tocando o corpo

Indivisível êxtase

Emoções desejadas

Puras, intensas

Tradução apropriada de Amor!

Amor maduro

Será preciso tempo para regenerar as lesões provocadas pelo desvario dos sentimentos. Não é possível afirmar se era amor de fato. Serviu como alento enquanto próximo estava. Agora, que apreende e absorve palavras proferidas sem nenhum compromisso estreito com a verdade, analisando frases soltas e atitudes contraditórias, percebe-se claramente a ineficiência das palavras que não condizem com a verdade. Realidade tão intensa quanto a fugacidade dos anseios de porvir. Confia cegamente na maturidade que se adquire, grata pelo aprendizado rápido e eficaz de que o amor, de fato, só existe nos atropelos da convivência, no encontro dos desajustes, no sentir mesmo nas turbulências, na expressão de respeito pelo que se é. Constância inconstante de emoções indefinidas e necessárias. Amadurecimento vagaroso determinado por momentos de desordem interna e externa. Cumplicidade que se expressa apesar dos enigmas e contradições de seres opostos que jamais se completam, apenas evoluem entre possíveis …

Caminhos dicotômicos

Não lhe diria verdades, nunca as conheci. Tampouco desfecharia os inúmeros sonhos inconclusos que permaneceram latentes enquanto pensávamos estar no caminho. Nunca saberíamos se as estradas que escolhemos e as trajetórias que fizemos foram realmente escolhas. De fato, pouco valeria lastimar e fazer conjecturas. Basta-me a realidade detectada pela pupila dos olhos teus e meus, sentida na pele como distante toque etéreo. Adormecida, enquanto em vigília presumes e anseias o que jamais viverás. Reformulas vontades, despertando sorrisos que se encontram longe de ser o que desejas. Não seria lamento, apenas dúvida, suspeita de equívocos... Desconfiança de que, se os caminhos não fossem bifurcados e dicotômicos, se os desejos não fossem imaturos, ainda estarias ao meu lado.
Wanderlúcia Welerson Sott Meyer