11 de nov de 2013

Filhos

De mãos dadas com um dos meus filhos, comecei a observar suas mãos, Antes, prendiam-me apenas um único dedo, hoje... Se parecem com as minhas... dedos longos, finos. Eles estão crescendo...

Toquei sua pele e vi um pequeno hematoma... Ainda brincam muito e nunca sabem onde adquirem os pequenos roxos que aparecem na pele clara. Toquei, senti e tive vontade de lhe subtrair aquela diminuta e temporária mancha. Não posso! 
Essa impossibilidade aumenta enquanto eles crescem. Não vou poder subtrair-lhes dores ou evitar situações desconfortáveis. Eles viverão... Amadurecerão com as circunstâncias. É natural e saudável que assim seja! 
Como pais, oferecemos bases... Indicamos caminhos, facilitamos até onde a vida nos deixa. Semeamos fé e segurança... Despertamos a sabedoria... Oferecemos alicerces... Amamos! 
Todo o restante a vida oferece! A forma como perceberão, as ações, a ética, a religiosidade, as escolhas... Serão deles. Assim como não consigo impedir que se machuquem na infância, tenho consciência de que atravessarão desordens e alegrias por todo o caminho. Continuarei, enquanto o Senhor da Vida possibilitar, a oferecer-lhes colo, a ouvir-lhes as queixas, a dizer-lhes que a natureza nos ensina que tudo se renova. 
Eu os percebo melhores do que sou... Viajo em olhares e atitudes que me tornam melhor do que já fui. Entrego-lhes parte de minha vida, sem nem sequer pensar em retorno. Saio, brinco, sorriu, perturbo...os faço sorrir. 
Se quietos estão, se percebo tristeza...aconchego, acaricio, me entrego. 
Assim como fui amada, amo! É nessa extensão de amor que me torno mais humana e compreendo, sem muito entender... Que tudo isso me transforma, tornando-me... Tornando-os a cada dia seres mais que humanos, conscientes de sua essência espiritual e Divina!